A Prefeitura de Guarujá, no litoral de São Paulo, prepara para 2027 a cobrança de uma taxa ambiental sobre veículos de visitantes. Os valores vão de R$ 7,29 por dia para motos a R$ 145,80 para ônibus e caminhões, conforme a categoria do veículo.
| Categoria | Valor por dia |
|---|---|
| Motocicletas | R$ 7,29 |
| Carros de passeio | R$ 19,44 |
| Vans, utilitários e picapes | R$ 38,88 |
| Micro-ônibus | R$ 97,20 |
| Ônibus e caminhões | R$ 145,80 |
Os valores usam como referência a Unidade Fiscal de Guarujá (UFG) de 2026, de R$ 4,86, e podem ser reajustados antes de a cobrança começar. A taxa é calculada pelo período de permanência do veículo, com limite de 15 diárias por mês.
Quem vai pagar e quem fica isento
A cobrança vale para veículos de fora da Baixada Santista. Ficam isentos os emplacados em Guarujá, Santos, Cubatão, Bertioga, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe.
Proprietários de imóveis em Guarujá que moram em outras cidades podem cadastrar até dois veículos para obter a isenção. O benefício também contempla veículos de serviços essenciais e trabalhadores com vínculo no município, mediante cadastro.
Ainda não há data definida para o início da cobrança. A prefeitura diz que os estudos técnicos foram concluídos, e a licitação para contratar a operação deve ser lançada ainda em 2026.
A Lei Complementar nº 346/2025 instituiu a Taxa de Preservação Ambiental. Segundo a gestão do prefeito Farid Madi (Podemos), a medida busca compensar os custos do aumento da circulação de visitantes, sobretudo em feriados e alta temporada.
Essa população flutuante aumenta significativamente a demanda por serviços públicos, como limpeza urbana, manutenção de espaços públicos, saúde e infraestrutura.
A frase é de nota da gestão municipal. O tamanho da população flutuante é o que justifica, segundo a prefeitura, a nova fonte de receita.
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Guarujá tem cerca de 290 mil habitantes, mas pode receber até 1,5 milhão de pessoas num único fim de semana, segundo estimativa da prefeitura.
A cidade tem 27 praias e três áreas de proteção ambiental, que juntas cobrem 63,31% do território.
A adoção de taxas ambientais já é realidade em outros destinos turísticos. Monte Verde (MG) implementou cobrança parecida a partir de julho, e cidades como Ilhabela e Ubatuba seguem o mesmo caminho.
Em Santa Catarina, Bombinhas já recebe 2 milhões de turistas por ano com foco na preservação ambiental.
A pressão do turismo de alta temporada também aparece em outro indicador da região: o aluguel de temporada no litoral de SP subiu até 166% em julho.
O que acontece agora
A proposta segue em consulta pública e deve seguir para licitação ainda em 2026, para contratar a empresa responsável pela fiscalização e cobrança. Não há data definida para o início efetivo da taxa.































