A Companhia das Letras completa 40 anos em 2026, com 21 selos, mais de 9 mil títulos em catálogo e 400 lançamentos por ano. A editora nasceu em 1986 nos fundos de uma gráfica, fundada por Luiz Schwarcz e Lilia Moritz Schwarcz.
A gráfica era a Cromocart, que pertencia ao avô de Luiz. O foco inicial era literatura e humanidades.
Um dos primeiros títulos, "Rumo à Estação Finlândia", de Edmund Wilson, virou best-seller rapidamente. Em outubro de 1987, no primeiro aniversário da editora, já eram 54 títulos publicados.

A ideia nasceu antes, em 1985, quando Luiz Schwarcz contou ao poeta José Paulo Paes seu desejo de fundar uma editora. Na época, ele ainda trabalhava na Brasiliense, onde participou de coleções como Primeiros Passos e Circo de Letras.
Como a editora cresceu nos primeiros anos?
A parceria com os irmãos Moreira Salles, formada em novembro de 1989, ajudou a consolidar a casa editorial. Em 1992, Lilia Moritz Schwarcz fundou a Companhia das Letrinhas, selo infantil do grupo.
O crescimento do grupo acompanha mudanças no próprio mercado editorial brasileiro, incluindo a ascensão de novas vozes de mulheres negras no setor.
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A editora soma hoje mais de 8.500 títulos ativos no catálogo, com 350 colaboradores. O mercado também vive expansão: a venda de livros atingiu novos patamares em 2025, puxada por ficção jovem e livros de colorir.
O que acontece agora
Os 40 anos são celebrados com agenda cultural ao longo de 2026, sob o mote "Livro é Companhia", com programação em festivais literários pelo país. Em julho, a editora promoveu uma leitura coletiva no vão do Masp, em São Paulo.
Autores da casa também aparecem na disputa deste ano do Prêmio Jabuti, que indicou Adélia Prado entre os finalistas.





























