O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) assumiu a linha de frente da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fora dos grandes atos no 2º turno. Enquanto Lula concentra comícios no Nordeste e no Sudeste, Alckmin percorre o interior paulista atrás de prefeitos e empresários.

A escalada não é nova. Desde o início do mês, Alckmin já ampliava a agenda com religiosos e empresários em busca de apoio no 2º turno.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) reagiu recuperando as próprias críticas antigas de Alckmin a Lula.

Um vídeo divulgado em 13 de outubro reúne trechos de 2006, 2016 e 2017 em que o hoje vice chama o petista de "governo tartaruga" e diz que ele quer "voltar à cena do crime".

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O mesmo vídeo usa a frase em que Alckmin diz que o petista estava "envolvido em corrupção, sem compromisso com as questões de natureza ética, sem limites". A estratégia repete a que a campanha de Jair Bolsonaro usou em 2022, com os mesmos trechos.

As próprias palavras do vice viraram munição da campanha adversária.

Alckmin também faz críticas diretas às propostas do adversário. Ele comparou a proposta de Flávio sobre jornada de trabalho a um banco de reservas.

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A aposta na Fazenda e os números do 1º turno

A campanha avalia sinalizar que Alckmin seria o ministro da Fazenda numa eventual reeleição de Lula, na tentativa de acalmar o mercado financeiro. Alckmin também cita a diferença de 2,2 milhões de votos do 1º turno e os 33 milhões de abstenções.

Alckmin já havia atuado como fiador de medidas econômicas no governo, como quando confrontou a Petrobras para manter o gas release e baixar o preço do gás de cozinha.

O que acontece agora

O próximo capítulo da disputa é o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro na TV Globo, nesta sexta-feira (23/10). É o último encontro direto entre os dois antes da votação de domingo (25/10).