O empresário Roberto Justus afirmou neste sábado (3) ter recomprado o investimento que Daniel Vorcaro fez na SteelCorp, usando recursos próprios, e ter barrado o fundador do Banco Master como sócio da empresa, dois dias após as mensagens entre os dois virem a público.

O investimento foi negociado em 2024 e estruturado como dívida a ser convertida em participação societária, mas a conversão nunca foi concluída. As cobranças de Justus se intensificaram desde abril de 2025. Em 1º de setembro, ele cogitou pedir recuperação judicial.

"Os aportes que acertamos foram cumpridos a duras penas. A conversão é algo que eu também quero e muito, mas existem entraves técnicos e jurídicos que não possibilitaram a conclusão", respondeu Vorcaro a uma das cobranças, segundo o Agenda do Poder.

Três dias depois, Justus propôs recomprar a fatia por R$ 130 milhões, convertendo R$ 143 milhões em notas comerciais em 30% da SteelCorp, recomprados em cinco parcelas com correção pelo IPCA. A parcela final só venceria em cinco anos, ligada ao pagamento de dividendos.

O pano de fundo do caso Master

Justus diz que não tinha como prever os problemas que atingiriam o Banco Master. Segundo ele, em 2024 Vorcaro "era premiado, tinha ampla atuação no mercado", e o investimento foi feito antes de qualquer investigação, da liquidação do banco e da prisão do empresário.

"Eu não aceito ser julgado por um negócio feito quando não existia nenhuma investigação, não existia banco liquidado, não existia nada", declarou Justus, sobre o maior rombo bancário da história do país.

Publicidade

As mensagens com Justus vieram a público dois dias depois de um vídeo de Vorcaro com o ministro Ciro Nogueira somar nova peça à investigação sobre o Banco Master.

O caso Vorcaro segue sem desfecho quase um ano depois.