O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou na sexta-feira (6 de novembro) a abertura de três novas investigações eleitorais contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Com as novas ações, ele passa a responder a nove processos, atendendo a pedidos da campanha do presidente Lula (PT).

As decisões foram assinadas pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Segundo o TSE, as três novas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) apuram fatos distintos envolvendo a campanha de Flávio ao Planalto.

O que cada investigação apura

A primeira ação apura se recursos pedidos ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, beneficiaram a campanha de Flávio por meio do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro, seja em propaganda, seja em fundos aplicados nos Estados Unidos.

A segunda investiga a pressão exercida por Eduardo Bolsonaro e aliados políticos sobre o governo americano para articular retaliações contra o Brasil.

A terceira apura o impacto eleitoral do controle territorial armado de grupos criminosos no Rio de Janeiro. A petição da campanha de Lula aponta conexões entre aliados de Flávio e organizações como milícias e o Comando Vermelho.

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Eduardo Bolsonaro aparece como investigado em duas das três novas ações.

O deputado Alfredo Gaspar também é citado.

O que acontece agora

Os investigados têm prazo para apresentar defesa nas três novas Aijes antes que o TSE decida se as ações seguem adiante. Se julgadas procedentes ao fim do processo, elas podem resultar em inelegibilidade de Flávio e dos demais citados.

Os processos anteriores contra o senador envolvem o canal de WhatsApp "Tropa do Flávio", a participação dele na Festa do Peão de Barretos e suspeita de favorecimento sistemático em redes sociais durante a campanha.

No mesmo dia, o TSE também aceitou uma ação do partido Novo contra a chapa de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin, por suspeita de abuso de poder político, com prazo de cinco dias para defesa.

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Os antecedentes das novas investigações

A ligação entre Vorcaro e o filme "Dark Horse" já era investigada: a PGR fechou delação premiada que liga o banqueiro a R$ 65 milhões usados no financiamento do filme, sobre Jair Bolsonaro.

Durante a campanha, a candidata Simone Tebet já havia dito que eleger Flávio seria levar milícia ao Planalto. O PT também já tinha pedido ao STF que investigasse a interferência dos Estados Unidos a favor de Flávio.

Flávio também recorre à Justiça Eleitoral contra adversários: em outubro, ele acionou o TSE pedindo a cassação de Lula por suposto uso de sindicatos na campanha. As investigações contra os dois lados correm em paralelo na mesma corte, sem decisão final até agora.