O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se encontrou na quinta-feira (5 de novembro) com o ator Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro no filme "Dark Horse". O encontro foi em Mar-a-Lago, propriedade de Donald Trump na Flórida, durante o jantar de gala da CPAC.

O cumprimento entre os dois foi registrado pelo irmão do senador, Eduardo Bolsonaro, que publicou o vídeo nas redes sociais: "Agora mesmo, em Mar-a-Lago, Flávio Bolsonaro, livre, encontra o ator Jim Caviezel".

Quem é Jim Caviezel

Caviezel ficou conhecido mundialmente ao interpretar Jesus Cristo em "A Paixão de Cristo" (2004), de Mel Gibson. Também estrelou "Som da Liberdade" (2023), sobre tráfico de crianças, filme que fez sucesso entre grupos conservadores americanos.

Em "Dark Horse", ele interpreta Jair Bolsonaro.

O filme é dirigido por Cyrus Nowrasteh, com roteiro e produção associada do deputado Mario Frias.

O financiamento do filme sob investigação

A captação de recursos para "Dark Horse" é alvo de inquérito na Polícia Federal, supervisionado pelo ministro André Mendonça, do STF, que apura possíveis práticas de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas.

Segundo os investigadores, Eduardo Bolsonaro negociou diretamente com o banqueiro Daniel Vorcaro um aporte de R$ 61 milhões para a produção, valor que teria sido transferido para o fundo americano Heavengate Development Fund.

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Os relatórios apontam Eduardo também como potencial beneficiário na estruturação do repasse, o que torna o filme sobre o pai parte da investigação contra o próprio filho. A defesa dele rejeita as acusações e alega perseguição política.

A produtora do filme nega ter recebido recursos de Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Outra frente da investigação apura se a campanha de Mario Frias pagou empresa que também é alvo da PF no caso.

O contexto da viagem aos EUA

O encontro ocorre pouco mais de uma semana depois de Flávio deixar o Brasil, em 27 de outubro, dois dias após perder a eleição para Lula no 2º turno.

Ele saiu do país mesmo com ordem do STF para entregar os passaportes, e é investigado pela PF por suspeita de lavagem de dinheiro.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Em outubro, Moraes mandou prendê-lo e cancelou seus passaportes depois que o STF manteve sua condenação a 4 anos de reclusão por coação no curso do processo que investigava o pai.