O TSE marcou para o dia 15 de novembro o julgamento de quatro ações movidas pelas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro, com questionamentos cruzados sobre publicidade oficial e vídeos que, segundo cada lado, distorcem falas dos dois candidatos na reta final da disputa.

Um dos processos foi aberto pelo PL contra o presidente Lula e o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, por suposto excesso nos gastos com publicidade institucional no primeiro semestre de 2026.

A lei eleitoral restringe esse gasto à média do mesmo período nos três anos anteriores, e o PL alega que o limite foi ultrapassado. A mesma Secom já foi alvo de outra polêmica, depois que Sidônio deixou férias para reforçar a campanha.

O que a campanha de Lula pede contra Flávio e Nikolas

A coligação Lula-Alckmin entrou com duas ações no TSE na segunda-feira (2 de novembro) contra o senador Flávio Bolsonaro, o deputado Nikolas Ferreira e o PL. A representação diz que os dois distorceram a fala de Lula sobre os garis para sugerir desprezo pela categoria.

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"O vídeo divulgado por Nikolas Ferreira usa um trecho isolado de uma fala de Lula para transmitir uma mensagem que o discurso completo não sustenta", diz a representação protocolada pela campanha petista.

A campanha de Lula pede a retirada do conteúdo do ar, notificação às plataformas e direito de resposta na mesma proporção da divulgação, além de multa. Nikolas já havia sido obrigado pelo TSE a apagar outro post parecido, no fim de setembro.

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O que o PL alega contra Flávio

O quarto processo foi aberto pelo próprio PL, questionando publicações no Instagram de Fabrício Santos Vargas que ligam o senador Flávio Bolsonaro a organizações criminosas. O partido alega que o conteúdo extrapola os limites da liberdade de expressão.

O que acontece agora

Até a publicação desta matéria, nenhum dos quatro processos havia sido julgado. O caso soma-se a uma lista de 29 ações eleitorais que, segundo o TSE, as duas campanhas ainda tinham pendentes no fim de outubro.