Um vídeo que circula nas redes sociais após o 2º turno usa reportagem de março para sugerir que a gasolina chegou a quase R$ 10 por causa da reeleição do presidente Lula (PT). A reportagem do SBT News é de 16 de março de 2026.
O vídeo mostra uma repórter num posto em São Paulo dizendo que a gasolina premium estava "R$ 9,99, praticamente 10 reais". A peça sobrepõe o trecho com o letreiro "Faz o L! Gasolina chega a quase 10 reais!" e imagens de Lula ao fundo.
Na reportagem original, a apresentadora Lívia Zanolini explica que a alta era puxada pelo petróleo, por causa da guerra no Irã. O preço daquele posto estava acima da média, mesmo depois de medidas do governo para conter o impacto no bolso do consumidor.
À época, a Petrobras havia anunciado reajuste no valor repassado às distribuidoras, e o governo federal lançou um pacote para conter a alta ao consumidor final.
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Nenhum desses fatos tem relação com a eleição, realizada meses depois.
O que diz o preço hoje
A gasolina está, em média, abaixo de R$ 7 por litro no país atualmente, segundo o índice da Petrobras com dados da ANP e do Cepea/USP. Em São Paulo, a média está em R$ 6,35, com o preço máximo identificado em R$ 8,97.
As publicações enganosas que atribuem o valor à reeleição de Lula já somavam ao menos 4 mil interações no Instagram e no Facebook até a sexta-feira (6 de novembro).
O conteúdo foi verificado de forma independente pela Agência Lupa e pelo Boatos.org, além do UOL Confere e da Aos Fatos.
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O que acontece agora
As agências de checagem seguem monitorando o avanço da publicação nas redes, enquanto plataformas como Meta e X ainda não sinalizaram rótulo de conteúdo enganoso nas postagens identificadas.
Casos como esse se somam a outro vídeo falso, sobre Flávio Bolsonaro, que saiu do ar por decisão do TSE em outubro, e a um vídeo antigo de agosto que viralizou como se fosse de um ato recente de Lula.
O padrão se repete: imagens verdadeiras, tiradas de contexto e recicladas com nova legenda para parecer atuais. Em outubro, um vídeo falso de Lula na ONU já havia sido desmentido pelo Itamaraty, no mesmo molde do caso da gasolina.






























