A Terra ganhou uma minilua temporária. O asteroide 2026 QQ8, de cerca de 2 metros de diâmetro, foi capturado pela gravidade do planeta, segundo boletim do Centro de Planetas Menores publicado em 29 de outubro. Não há risco de colisão.

O objeto foi descoberto em 20 de agosto pelo astrônomo húngaro Krisztián Sárneczky, embora já tivesse se aproximado da Terra em abril. A previsão é que escape da gravidade terrestre em 13 de dezembro, após o Natal.

Com 2 metros de diâmetro, o 2026 QQ8 é maior que a média das miniluas conhecidas, estimada em 75 centímetros.

Mesmo que se chocasse com a Terra, o mais provável é que fosse queimado na atmosfera antes de chegar à superfície, diferente do que aconteceu com o asteroide que formou a cratera de Colônia, em São Paulo.

Qual a diferença entre minilua e quase-lua

Minilua é um pequeno asteroide ou cometa capturado temporariamente pela gravidade de um planeta, que pode completar uma ou mais voltas ao redor dele antes de escapar e seguir viagem pelo Sistema Solar.

Já a quase-lua só parece orbitar a Terra: na prática, ela gira ao redor do Sol e acompanha o planeta ao longo do ano, sem estar presa à sua gravidade. A Terra tem 8 quase-luas conhecidas, entre elas 469219 Kamo'oalewa e Cardea.

Outras miniluas que a Terra já teve

O 2026 QQ8 não é o primeiro visitante temporário do planeta. A minilua 2024 PT5, de agosto de 2024, tinha composição química igual à da Lua, o que levanta a hipótese de ter se originado do próprio satélite.

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Já o objeto 2022 NX1 foi capturado pela gravidade da Terra duas vezes: em 1981 e de novo em 2022. Miniluas costumam ficar por meses, às vezes por anos, diferente das chuvas de meteoros, que cruzam o céu em segundos.

Nem toda minilua é natural. Em 2020, pesquisadores descobriram que um desses objetos era, na verdade, o que restava de um foguete Centauro usado numa missão espacial de 1966.

O ponto em aberto

O Centro de Planetas Menores confirmou que o 2026 QQ8 não tem associação conhecida com nenhum objeto artificial, mas recomendou novas observações para detalhar sua trajetória.

A aproximação máxima do asteroide com a Terra, de 537 mil quilômetros, equivale a cerca de 1,5 vez a distância entre a Terra e a Lua.

O cálculo preciso de quando o objeto vai mesmo escapar da gravidade terrestre ainda depende dessas observações futuras, já que o boletim oficial não cravou uma data exata além da previsão de meados de dezembro.