A administração brasileira da Itaipu Binacional informou na sexta-feira (6 de novembro) que nenhum recurso sob gestão da margem brasileira está depositado no Ueno Bank, banco paraguaio fechado por insolvência que derrubou o presidente Santiago Peña. A produção e o fornecimento de energia seguem normais.

O Ueno Bank quebrou na terça-feira (3 de novembro), após intervenção do Banco Central do Paraguai por solvência abaixo de 50% do mínimo legal. A instituição deixou cerca de 3 milhões de clientes sem acesso às contas.

A instituição concentrava US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos da previdência paraguaia.

A crise levou Peña a renunciar ao cargo na quinta-feira (5 de novembro), após votação do Congresso. O vice-presidente Pedro Alliana assumiu o posto. A oposição acusava Peña de conflito de interesse, por ser acionista do grupo controlador do Ueno até março de 2025.

O pedido de impeachment partiu de 35 deputados da oposição, apresentado em 4 de novembro, dois dias depois da intervenção no banco.

O que diz a Itaipu sobre o lado brasileiro

Segundo a Itaipu Binacional, a margem brasileira da usina não tem nenhum recurso vinculado ao banco fechado, ao contrário do lado administrativo paraguaio, que está na lista de entidades públicas com depósitos no Ueno.

Publicidade

Não há recursos financeiros sob gestão da margem brasileira depositados ou aplicados no Ueno Bank.

afirma a nota da Itaipu Binacional, divulgada na sexta-feira (6 de novembro) em resposta a questionamento da imprensa. A garantia separa o abalo político do Paraguai do fornecimento de energia que chega ao Brasil.

Cada país administra os próprios ativos financeiros de forma autônoma, por bancos nacionais distintos, desde a inauguração da usina, em 1982. Nas cidades de fronteira, brasileiros que têm conta no Ueno também ficaram sem acesso ao dinheiro desde a intervenção do banco central paraguaio.

O que acontece agora

O Congresso paraguaio mantém na sexta-feira (6 de novembro) a sessão de defesa do impeachment contra Peña, mesmo após a renúncia. Pedro Alliana assume a gestão da crise, que ainda deixa milhões de correntistas sem acesso às contas.