A Embrapa lançou, em 3 de novembro de 2026, o Embrapa Trace, sistema digital gratuito que rastreia produtos agropecuários da propriedade rural até o mercado consumidor, com relatório acessível por QR Code. A ferramenta está em fase de pré-lançamento.
O sistema atende, de início, as cadeias de soja, café e carne bovina. A expansão prevista inclui cacau, madeira, borracha, frango de corte, suínos e pescados como atum e tilápia.
A tecnologia chega num momento em que a Embrapa aparece entre as instituições de maior impacto científico do mundo, com 24 pesquisadores no ranking internacional.
Como funciona o rastreamento
Produtores rurais fornecem os dados iniciais; indústrias, frigoríficos, esmagadoras e cooperativas validam cada etapa da cadeia, e comercializadoras registram origem e destino. Certificadoras atestam a conformidade do processo.
O Embrapa Trace integra o TerraClass, sistema de monitoramento do solo da Embrapa e do Inpe, e o ElegiAgro, que cruza dados cadastrais e geoespaciais. O resultado é um relatório consultável por QR Code.
O sistema funciona como um passaporte digital do produto, segundo o pesquisador da Embrapa Anderson Alves: "padroniza informações autodeclaradas, valida certificações e reúne evidências de sustentabilidade em parecer único".
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A ferramenta está integrada, sem custo, à plataforma oficial AgroBrasil Mais Sustentável, do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Por que isso importa para quem exporta
O rastreamento ajuda produtores a cumprir exigências internacionais, como o Regulamento da União Europeia sobre Desmatamento (EUDR) e controles de antimicrobianos na produção animal. Empresas do setor já avaliam essas restrições como administráveis diante de novos mercados.
Luiza Kreimeier, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), avalia que a gratuidade da tecnologia pode reduzir despesas hoje repassadas aos produtores rurais.






























