O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, criticou na quarta-feira (4 de novembro) os questionamentos de aliados de Jair Bolsonaro às urnas após a derrota de Flávio Bolsonaro para Lula no 2º turno. Para ele, o sistema não foi contestado quando elegeu a bancada do PL.

"No primeiro turno, a urna eletrônica prestou. No primeiro turno, essa mesma urna eletrônica, que tem 30 anos, serviu para eleger 120 deputados federais do partido do candidato que perdeu a eleição", disse Alcolumbre, em discurso no plenário do Senado.

Flávio havia vencido o 1º turno por mais de 2 milhões de votos, mas Lula venceu o 2º turno depois.

Davi Alcolumbre, ao centro, em reunião com parlamentares no Senado
Davi Alcolumbre (centro), presidente do Senado, em reunião com parlamentares (imagem de arquivo). Foto: Marcos Brandão/Agência Senado

A ironia sobre o resultado do 2º turno

"Quando abriu no segundo turno, não prestou mais a urna. Eu queria encontrar um pra dizer que só deu errado no segundo turno. Não! Ninguém fala mais nada", declarou, ironizando a mudança de discurso dos aliados de Flávio.

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A fala ocorreu depois de o líder do PL no Senado, Carlos Portinho, cobrar de Alcolumbre a votação da redução da maioridade penal e defender a ida de Flávio para os Estados Unidos.

O embate expôs a fratura entre o PL e o comando do Senado logo depois da derrota presidencial do partido.

O que acontece agora

O racha expõe uma queda de braço dentro do Senado. Portinho cobra de Alcolumbre a votação da redução da maioridade penal, pauta ainda sem data marcada.