A Universidade Cesumar (UniCesumar), em Maringá (Paraná), aplicou advertências, suspensões e expulsões a estudantes de Medicina após ofensas contra colegas bolsistas. Os ataques ocorreram em um grupo de WhatsApp logo após o 2º turno das eleições, em 25 de outubro.
As ofensas vieram a público por denúncias nas redes sociais. A universidade concluiu uma sindicância interna na sexta-feira (30 de outubro) e aplicou advertências, suspensões e expulsões conforme a gravidade de cada conduta, mas não informou quantos alunos foram punidos.
Em nota, a instituição afirmou que "repudia qualquer forma de discriminação ou preconceito" e esclareceu que o grupo de WhatsApp "não possui vínculo institucional". O Núcleo de Apoio ao Estudante de Medicina (NAEME) segue à disposição para dar suporte aos envolvidos.
"O CRM-PR repudia as atitudes discriminatórias. Esse tipo de comportamento contraria os princípios fundamentais do Código de Ética do Estudante de Medicina", informou o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), em nota.
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Nas conversas expostas nas redes sociais, um dos estudantes comparou os colegas bolsistas, beneficiários de programas sociais, com os alunos que pagam mensalidade de R$ 15 mil, em tom elitista.
O grupo também compartilhou imagens de soldados nazistas e usou o termo "leite cru", gíria empregada por grupos que defendem a supremacia branca.
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O caso também chegou ao Ministério Público Federal, que confirmou o recebimento das denúncias e já iniciou as apurações.
O que acontece agora
O Ministério Público Federal ainda não deu prazo para concluir a apuração, e a UniCesumar não informou se haverá nova rodada de sanções caso a investigação aponte outros estudantes envolvidos.
O Conselho Regional de Medicina do Paraná disse que vai acompanhar os desdobramentos no âmbito de suas atribuições.































