A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação da chapa de Lula e Alckmin nesta terça-feira (20), alegando propaganda institucional irregular em mensagens de WhatsApp que avisam aposentados que votar vale como prova de vida no INSS.

Um dos textos, disparado na noite de quarta-feira (21) pela conta GovBR, diz: "Informamos que votar nas eleições também vale como prova de vida para o INSS. O procedimento de prova de vida tem validade de 12 meses".

O Brasil tem 24,9 milhões de aposentados, e não se sabe quantos receberam a mensagem.

O que pede a ação de Flávio no TSE?

A ação pede a cassação da chapa Lula-Alckmin e a inelegibilidade por 8 anos de Lula e do ministro Sidônio Palmeira, da Secom.

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A defesa argumenta que a agenda de Estado se confunde com a agenda de campanha, citando mensagens sobre Bolsa Família e Farmácia Popular.

A defesa afirma que houve descumprimento da lei eleitoral, que proíbe publicidade institucional de programas e serviços públicos nos 3 meses antes da eleição. O Poder360 perguntou ao governo sobre os disparos e não obteve resposta até a publicação da reportagem.

Lula também já acionou o TSE contra Flávio

A disputa entre as duas campanhas no TSE não é de mão única. Lula já pediu ao tribunal a cassação da chapa de Flávio por suposta ação da Meta a seu favor.

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O senador do PL, por sua vez, já havia pedido a cassação da chapa petista por suposta rede de desinformação dias antes, num vaivém de ações que já dura semanas.

Segundo o Poder360, esse tipo de mensagem também ajuda a reduzir a abstenção entre idosos, grupo em que a abstenção já caiu 9,7 pontos nesta eleição, fator relevante para a candidatura de Lula à reeleição.

O que acontece agora

O TSE ainda não decidiu sobre o pedido de cassação apresentado por Flávio, nem sobre as ações movidas por Lula contra o senador. O 2º turno acontece de qualquer forma neste domingo (25).