O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que o canal Exército de Lula não pode ser suspenso por decisão de um só ministro, dias antes do 2º turno deste domingo (25). A Meta informou à Corte que o canal não viola as políticas da plataforma.

Como o caso chegou ao TSE

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) questionou no TSE o canal Exército de Lula, alegando que a Meta não cumpria compromissos de integridade eleitoral. O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu o canal em 11 de outubro.

O Exército de Lula é um canal de WhatsApp criado e administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para apoiar a reeleição do presidente. Tem cerca de 9,6 milhões de seguidores.

O ouvidor eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubou a suspensão horas depois.

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Em 23 de outubro, o PT pediu ao TSE proteção para o canal. A Meta respondeu à Corte horas depois, informando que "a análise do canal à luz das diretrizes de canais constatou que não há violação das políticas".

A decisão de Floriano de Azevedo Marques evita que um único ministro suspenda, sozinho, uma ferramenta central de campanha a dois dias da votação. Segundo ele, uma vez levado ao colegiado, decisão individual sobre o mesmo tema tem vício de competência.

Do lado de Flávio, a campanha reforçou o apoio institucional: doze dos 21 governadores eleitos já haviam declarado apoio a ele antes do 2º turno.

Nos últimos dias antes da votação, a campanha também reuniu mais de 400 influenciadores em São Paulo, em encontro com alcance combinado de cerca de 200 milhões de seguidores.

Artistas sertanejos como Gusttavo Lima, Zezé Di Camargo, Marrone, Jorge e Murilo Huff participaram de ato em Goiás.

Os números mostram escalas diferentes de aposta: Flávio investiu no alcance de aliados e influenciadores; Lula, na robustez de um canal já consolidado nas redes.

Do lado de Lula, a campanha também investiu nas redes na reta final. Em 22 de outubro, o presidente participou de uma live com artistas e influenciadores.

Na transmissão, Lula pediu engajamento aos apoiadores:

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Tenho que conversar com meu exército porque temos uma grande batalha para fazer e meu exército tem que estar afiado... Quero todos armados com seus celulares.

O que acontece agora

A votação no Brasil começa às 8h deste domingo (25). O TSE deve iniciar a divulgação dos resultados após o fechamento das urnas em todo o país.

O ponto em aberto

O episódio expõe como a disputa pelo espaço digital virou parte da própria campanha, com as duas candidaturas acionando o TSE e as plataformas antes do fechamento das urnas.

Fica a pergunta sobre se o uso de canais de WhatsApp em massa vai se repetir como ferramenta central em eleições futuras.