O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (19/9), durante comício em Joinville (SC), que pretende revogar mais de 1.000 atos normativos no 1º dia de um eventual governo, além de reduzir a carga tributária sobre a folha de pagamento.
No 1º dia de governo, eu vou fazer um tesouraço, vão ser mais de 1.000 atos normativos revogados numa canetada só, para ajudar quem quer empreender nesse país.
A fala foi dada ao lado do governador Jorginho Mello (PL), candidato à reeleição em Santa Catarina, e dos candidatos ao Senado Carol De Toni e Carlos Bolsonaro (PL).
Flávio também prometeu simplificar o licenciamento ambiental federal, hoje alvo de críticas por travar empreendimentos. Disse que pretende "respeitar a lei" e "preservar o meio ambiente" no processo.
A desburocratização soma-se a outras promessas de campanha: crédito para jovens empreendedores, indicação de cinco novos ministros ao STF, redução da maioridade penal para crimes graves e liberação da CNH aos 16 anos.
No mesmo discurso, Flávio atacou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, dizendo que ele "não tem mais nenhuma condição de continuação" no cargo. Classificou o recente reajuste do Bolsa Família como tentativa de "comprar o voto dos mais pobres".
A campanha de Lula (PT) rebate as propostas com o mote "Falar é Flávio. Fazer é Lula" e chama o adversário de parte de um projeto que "governa para milionários". Como contraponto, defende isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil.
Entre o corte de impostos sobre a folha prometido por Flávio e a isenção de renda defendida por Lula, a disputa passa a girar em torno de quem promete aliviar mais o bolso do eleitor.
O embate entre os dois também está na Justiça Eleitoral. O TSE aceitou uma ação de Flávio contra Lula por causa de um desfile de carnaval.
Como estão as pesquisas para o 2º turno?
Lula e Flávio aparecem empatados em 44% das intenções de voto numa simulação de segundo turno, segundo pesquisa Real Time Big Data. O levantamento ouviu 2.000 eleitores entre 27 e 31 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais.
A pesquisa, com nível de confiança de 95% e cenário estimulado, tem registro BR-03490/2026 no TSE. A mesma sondagem apontou Lula com 43% contra 45% do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) em outro cenário de segundo turno.
Não é a primeira vez que Flávio defende reduzir a carga de regras sobre a economia. Em junho, ele já se posicionou contra uma nova reforma da Previdência e defendeu a valorização do salário mínimo.
O que acontece agora
A campanha de Lula aposta no confronto direto de propostas para tentar romper o empate técnico apontado pelas pesquisas. Flávio, por sua vez, mantém o discurso contra o Supremo e o Bolsa Família como eixo de campanha.





























