O TSE proibiu o impulsionamento pago de um vídeo de Flávio Bolsonaro (PL) contra Lula (PT), dois dias depois de barrar propaganda do PT contra o próprio Flávio. As duas decisões chegam a dez dias do 2º turno, em 25 de outubro.

O vídeo, no ar desde 11 de outubro, dizia que "Lula abandonou o Brasil" e terminava com o pedido de voto no candidato do PL. O ministro deu três horas para a campanha suspender o impulsionamento e proibiu contratar peça idêntica por outro provedor.

A Meta, dona do Instagram e do Facebook, foi notificada no mesmo prazo de três horas para remover o impulsionamento do vídeo de Flávio. Segundo a decisão, o conteúdo pode continuar no ar de forma orgânica, sem pagamento para ampliar o alcance.

Três dias antes, o mesmo ministro já havia suspendido impulsionamentos do PT contra Flávio sobre o fim da escala 6x1, por "desqualificação predominantemente direcionada" ao candidato. As peças custaram entre R$ 10,4 mil e R$ 15,4 mil e alcançaram 369 mil contas.

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A ação foi movida pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoia Lula. Peça idêntica já havia sido impulsionada de forma irregular no 1º turno, quando a campanha de Flávio foi multada em R$ 5.000 pelo mesmo motivo.

A decisão contra o vídeo de Flávio é liminar, sujeita a referendo do plenário do TSE.

Na prática, as duas campanhas são fiscalizadas com o mesmo rigor pelo tribunal, numa disputa decidida por poucos pontos percentuais. O 2º turno já soma pelo menos quatro decisões do TSE contra propaganda paga dos dois lados desde o início de outubro.

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Em 10 de outubro, o tribunal já havia suspendido propaganda de Lula contra Flávio e Gaspar. No dia seguinte, mandou Flávio tirar do ar vídeos feitos com inteligência artificial.

O gasto com impulsionamento nas redes nas eleições de 2026 já passa de R$ 167 milhões entre os candidatos, segundo levantamento de setembro, o que ajuda a explicar a disputa por cada anúncio pago.

O que acontece agora

A votação do 2º turno acontece em 25 de outubro, data em que se encerra oficialmente a propaganda eleitoral. Até lá, o TSE segue recebendo e julgando pedidos de suspensão de propaganda paga das duas campanhas, como fez nas quatro decisões desta reta final.