O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) avaliou, nesta segunda-feira (12), que a campanha de Lula precisa "dialogar com o futuro" em vez de só prestar contas do governo, na reta final do 2º turno. A declaração foi dada em entrevista à GloboNews.
Haddad foi derrotado na disputa ao governo de São Paulo no 1º turno deste ano. Mesmo fora da disputa estadual, ele segue atuando na estratégia nacional da campanha de Lula.
Por que Haddad diz que é preciso "dialogar com o futuro"?
Questionado sobre onde a campanha teria errado para Lula terminar em segundo lugar no 1º turno, Haddad deu sua avaliação. Para ele, é preciso sair da ideia de que o eleitorado decide só comparando resultados do governo atual.
"Prestar contas é importante, mas é fundamental você dialogar com o futuro em torno de um projeto que baixe a angústia da pessoa e a pessoa acredite que a vida dela vai continuar melhorando", disse Haddad.
"Não é uma situação simples de ser enfrentada e nós temos que escolher a melhor pessoa para enfrentar essa situação", completou.
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Ele afirma que Lula tem uma "vantagem tremenda sobre qualquer antecessor" na comparação de resultados. Mas pondera que isso não é garantia de êxito numa eleição.
O diálogo com o futuro, já em curso desde o fim do 1º turno, "pode encantar mais" o eleitor, segundo o ex-ministro.
Como Haddad avalia o 2º turno?
Haddad afirmou que é impossível prever o desfecho da disputa, que descreveu como apertada para os dois lados. Ele disse acompanhar a mobilização da militância nas redes e nas ruas desde o 1º turno.
"Eu penso que, nesses 15 dias, nós vamos ver a sociedade se mobilizar em torno desses dois projetos, e hoje é impossível dizer qual vai ser o desfecho", afirmou.
Para ele, Lula "conseguiu uma proeza em passar nesse fio tão estreito" e chega à reta final "com grandes chances de reverter essa situação".
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A avaliação de Haddad ocorre dias depois de o PT admitir erros na campanha de Lula em Minas Gerais. O petista perdeu o estado por quase 580 mil votos no 1º turno.
O que acontece agora
O 2º turno acontece em 25 de outubro, treze dias após a entrevista de Haddad. Antes disso, Lula e Flávio Bolsonaro têm três debates confirmados, o primeiro deles marcado para o dia 18 de outubro.
As campanhas seguem na disputa por voto nas pesquisas, que hoje mostram Lula à frente de Flávio dentro da margem de erro.





























