Nossa Senhora Aparecida virou tema central da campanha presidencial na reta do 2º turno. Publicações falsas atribuindo a Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de tirar da Santa o título de Padroeira do Brasil levaram o caso à Justiça Eleitoral e à CNBB.
A Basílica Nacional, no interior paulista, recebe milhões de romeiros por ano e virou parada obrigatória de campanhas presidenciais. A CNBB promoveu debates entre presidenciáveis em Aparecida em 2014 e 2018. O debate de 2022 foi cancelado após Lula e Jair Bolsonaro confirmarem ausência.
Na campanha de 2026, só o então candidato Renan Santos (Missão) visitou a Basílica, em 22 de setembro. Flávio ergueu uma imagem da Santa em ato de campanha em São Paulo, ao lado do governador Tarcísio de Freitas, em 28 de setembro.
"Foi uma boa nota, esclarecedora, porque confirma que essa história de Nossa Senhora Aparecida deixar de ser a padroeira do Brasil era uma grande mentira", disse Flávio Bolsonaro, no dia seguinte, no Mercado Municipal de São Paulo.
A mentira não se combate com outra mentira.
A frase é da CNBB, em nota de 27 de setembro, resposta à acusação de Flávio de que integrantes da entidade ajudaram o PT a espalhar o boato. A entidade negou ter produzido, autorizado ou participado da divulgação de informações falsas sobre a eleição.
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O que diz a decisão do TSE
O TSE manteve, em 30 de setembro, a decisão do ministro André Mendonça contra posts que associavam Flávio ao suposto plano contra a Padroeira. O plenário definiu que só saem do ar publicações sem dúvida interpretativa sobre a autoria do candidato.
A votação não foi unânime: sete ministros votaram pela remoção de posts que atribuem a autoria a Flávio. Ricardo Villas Bôas Cueva e Floriano de Azevedo Marques divergiram e defenderam restringir a remoção a conteúdo "notoriamente inverídico".
O post do humorista Antonio Tabet, que citava uma "família" sem nomear o candidato, foi liberado depois que o próprio Mendonça reconsiderou. A disputa simbólica expõe a corrida pelo mesmo eleitorado católico entre os dois candidatos.
Lula citou o caso de Nossa Senhora Aparecida contra Flávio na propaganda eleitoral, usando a polêmica como munição de campanha.
A disputa também pressionou o Supremo Tribunal Federal, com cobrança para que o ministro Edson Fachin se posicionasse sobre o caso.
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Dias depois, o Papa citou Nossa Senhora Aparecida sem mencionar o boato.
O que acontece agora
Nesta segunda-feira, 12 de outubro, dia dedicado à Padroeira, nem Lula nem Flávio confirmaram presença no Santuário Nacional de Aparecida.
Nenhum dos dois esteve no templo em agenda pública neste ano. O 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro acontece em 25 de outubro.





























