A emissão global de dívida ligada a data centers de inteligência artificial caiu para US$ 23 bilhões (R$ 114,79 bilhões) em setembro, menos da metade do mês anterior, segundo dados compilados pelo Morgan Stanley que abrangem títulos públicos e colocação privada.
O financiamento vem caindo de forma constante desde que o mercado atingiu o pico em junho, quando as empresas captaram o recorde de US$ 113 bilhões para pagar infraestrutura essencial à tecnologia, incluindo data centers e chips.
No mercado americano de títulos com grau de investimento, em que grandes grupos de tecnologia captaram cerca de US$ 306 bilhões entre janeiro e agosto, a emissão de títulos ligados a IA parou por completo em setembro.
A cautela por trás da queda
Segundo o Morgan Stanley, a queda nas emissões foi causada principalmente pelo grande volume de dívida já captado no início do ano. Mas também cresce entre investidores a preocupação sobre se os investimentos vão dar retorno no longo prazo.
A construção de data centers também enfrenta oposição política crescente. Na Índia, moradores protestaram contra o boom de data centers de inteligência artificial na região.
John Aylward lidera a gestora de crédito londrina Sona Asset Management.
O financiamento efetivo do dia a dia está ficando um pouco mais complicado. Todos estão sendo procurados, e todos estão ficando um pouco mais rigorosos
Estima-se que as empresas tenham captado US$ 466 bilhões em dívida vinculada à IA neste ano, segundo o Morgan Stanley. É mais que quatro vezes o US$ 101 bilhões do mesmo período de 2025.
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O apetite por crédito, porém, não desapareceu. Só a OpenAI recebeu um aporte de US$ 30 bilhões do SoftBank neste mês, parte de uma rodada que já soma mais de 13% da empresa.
No Brasil, o mesmo movimento já tem efeito concreto. Reportagem da TV Sim Brasil mostrou que um data center de IA pode movimentar R$ 25 bilhões e gerar 37 mil empregos no país. O país também quer sua fatia do investimento.
O volume elevado de emissões no ano permitiu que investidores de crédito exigissem rendimentos mais altos para financiar alguns projetos, o que elevou o custo de captação dos hiperescaladores.





























