Mark Zuckerberg transformou os laços com o presidente dos EUA, Donald Trump, em influência sobre a política de inteligência artificial. O ponto alto foi uma reunião na Casa Branca no mês passado, que terminou em acordo de autorregulamentação assinado pelas maiores empresas de IA.
O acordo foi assinado em 29 de setembro por Zuckerberg e os líderes de Google, Anthropic, xAI, Nvidia e OpenAI. O texto é voluntário e prevê auditoria externa independente sobre os controles internos de segurança de cada empresa.
Zuckerberg usou os laços com Trump para ajudar a barrar a criação de uma agência reguladora de IA proposta por rivais da Meta.
A Casa Branca ajudou a livrá-lo de depor no Senado, no início do ano.
"Não creio que algo assim tenha acontecido antes", disse Zuckerberg do lado de fora da Casa Branca. Antes, ele havia chamado a reunião de "histórica".
A relação mudou muito. O mesmo Trump que já ameaçou mandar Zuckerberg para a prisão agora o recebe como aliado na Casa Branca.
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A Meta também busca moldar o debate sobre segurança de crianças e adolescentes online, depois de duas derrotas judiciais e um acordo histórico sobre acusações de criar plataformas viciantes. Em setembro, a empresa lançou um gadget de IA voltado a jovens.
Nos bastidores, o assessor da Casa Branca para IA, David Sacks, defende um modelo de autorregulação inspirado na indústria do cinema, em vez de um órgão regulador estatal mais rígido. Elon Musk apoia essa proposta.
O que acontece agora
Trump disse que vai nomear, nos próximos dias, alguém para supervisionar o cumprimento do acordo. Nem todo mundo no setor concorda com a autorregulação. O CEO da Microsoft defendeu um "freio de emergência" para a IA.





























