A composição da base de Cleitinho Azevedo (Republicanos) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a partir de 2027 segue indefinida quase uma semana após o 1º turno das eleições. O governador eleito recebeu 6.321.590 votos, 55,40% dos válidos, no domingo (4).
PL e PT serão os dois maiores partidos da ALMG a partir de 2027, com 21 e 15 deputados, respectivamente, dos 77 assentos da Casa. Cleitinho concorreu pela coligação "Minas é do Povo" (Republicanos e Podemos), que juntos elegeram só 6 deputados estaduais.
Por que o PL ainda hesita
O PL, dono da maior bancada eleita, vai decidir se entra na base de acordo com a participação de Cleitinho na campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência no 2º turno, em 25 de outubro.
Bruno Engler (PL-MG), o deputado estadual mais votado em 2026, diz que a declaração de voto de Cleitinho em Flávio foi importante, mas a legenda espera mais. Na quinta (8), o governador eleito sinalizou que vai "rodar o estado inteiro" para angariar votos ao presidenciável.
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Se ele entrar de cabeça na campanha, naturalmente vai ter nossa gratidão, nosso respeito, e quando formos falar do futuro do estado vamos estar mais próximos.
Carlos Henrique (Republicanos), que articula a base de Cleitinho, afirma que o fato de o governador eleito não ter uma grande composição partidária amplia as chances de acordo. "Outros partidos têm uma certa identidade com o Cleitinho e querem ajudá-lo", disse.
O que o PT diz sobre fazer oposição
A federação liderada pelo PT elegeu 17 das 77 cadeiras da ALMG, 15 delas do próprio partido. A deputada estadual Leninha, presidente do PT-MG, afirma que ainda não é hora de falar em oposição.
"Nosso foco agora é o 2º turno", disse Leninha, que condiciona a oposição a eventual "redução do papel do Estado, retirada de direitos" ou retrocesso ambiental no governo de Cleitinho.
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Já a deputada estadual Beatriz Cerqueira, a segunda mais votada do estado em 2026, critica a "agenda genérica" que Cleitinho levou à campanha, aprovada pelos eleitores sem o aprofundamento de um plano de governo.
O que acontece agora
As duas siglas devem só formalizar posição depois do 2º turno presidencial, em 25 de outubro, quando Lula e Flávio voltam a disputar o voto em Minas Gerais, um dos maiores colégios eleitorais do país.
Até lá, a posse de Cleitinho em 1º de janeiro de 2027 segue sem base definida na Assembleia.





























