O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno neste sábado (10), dias depois de o correligionário Ronaldo Caiado (PSD) fazer o mesmo. O PSD, partido dos dois, mantém posição oficial de neutralidade na disputa presidencial.
Conversei com Flávio Bolsonaro com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Vamos caminhar juntos pelo futuro do nosso Brasil.
O anúncio veio em publicação nas redes sociais. Ele chega quatro dias depois de Caiado, derrotado no 1º turno, declarar apoio a Flávio na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A adesão de Caiado veio dias depois de ele chamar Flávio de "ladrão" durante a campanha do 1º turno.
Por que o PSD segue oficialmente neutro?
O PSD declarou neutralidade nesta etapa da eleição, segundo nota do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, que concorreu a vice na chapa derrotada de Caiado. A decisão vale também para os 2º turnos estaduais de 25 de outubro.
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Na prática, porém, os governadores mais fortes do partido romperam a neutralidade por conta própria. Ratinho Junior e Caiado comandam dois dos estados mais populosos do país e somam peso político que a nota oficial não reflete.
Ratinho Junior também movimenta a disputa dentro do Paraná: seu candidato à sucessão, o deputado Sandro Alex (PSD), aposta no apoio a Flávio para enfrentar Sergio Moro (PL) no 2º turno estadual.
Paraná é um dos seis estados que decidem governador em 2º turno, no mesmo dia 25 de outubro.
A sequência de adesões mostra como a disputa de outubro também se decide fora das urnas, na engenharia de alianças.
Quanto pesa o apoio dos governadores no 2º turno?
Antes do anúncio de Ratinho Junior, Flávio já somava o apoio de 10 governadores eleitos, contra 5 de Lula e 4 ainda neutros, segundo o Gazeta do Povo. O Paraná entra agora na conta do lado do senador.
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Nem todo apoio tem o mesmo peso: o de Romeu Zema, por exemplo, veio de um candidato que teve 0,27% dos votos no 1º turno.
O ponto em aberto
O caso mostra como o rótulo de "partido neutro" pode esconder uma disputa interna: enquanto a direção nacional do PSD evita escolher lado, dois de seus governadores mais fortes já fizeram essa escolha sozinhos.
Resta saber se os quatro governadores ainda neutros, de partidos menores, seguirão o mesmo caminho até 25 de outubro.





























