O canal "Exército do Lula", criado por André Janones (Rede-MG) no WhatsApp, saltou de 50 mil para 3 milhões de integrantes desde o 1º turno. O crescimento ligou o alerta na campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que organizou uma contraofensiva no aplicativo.

Desde o 1º turno, em que Flávio saiu na frente, eleitores de Lula reforçam a estratégia digital para expor o rival e convencer indecisos no 2º turno, em 25 de outubro. Lula teve 45,16% dos votos válidos; Flávio, 47,03%.

Como a campanha de Flávio reagiu

A campanha de Flávio Bolsonaro organizou uma contraofensiva própria no WhatsApp, batizada de "Tropa do Flávio". Na quinta-feira (8), o candidato passou boa parte de uma transmissão ao vivo nas redes dizendo ser vítima de montagens e informações falsas.

O deputado e senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO) classificou a iniciativa de Janones como "milícia digital" e cobrou reação do bolsonarismo.

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Em encontro do PL na quarta-feira (7) com governadores e parlamentares eleitos, o marqueteiro Duda Lima e o coordenador político da campanha, Rogério Marinho (PL-RN), afirmaram haver uma "fábrica de fake news" do lado petista.

Dois integrantes da campanha de Flávio, sob reserva, dizem temer mais o WhatsApp que outras redes. No Instagram e no X, dá para identificar e rebater narrativas quase em tempo real.

No WhatsApp, o ambiente é quase incontrolável, e o canal de Janones seria só a ponta do iceberg, segundo um deles. O espalhamento de conteúdo por mensagens também faz parte da estratégia da direita.

Na quinta (9/10), a Justiça Eleitoral mandou tirar do ar um vídeo falso sobre Flávio Bolsonaro que circulava nas redes.

Em setembro, o TSE já havia suspendido um jingle de Lula que ligava Flávio a rachadinha e a outro escândalo, no mesmo tipo de disputa que migrou para o WhatsApp.

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O que acontece agora

Lula inicia neste sábado (10) uma sequência de agendas de campanha para tentar reverter a desvantagem, com foco no Sudeste, onde Flávio venceu no 1º turno. As duas campanhas intensificam a mobilização até o 2º turno, em 25 de outubro.

Depois de Natal, o presidente viaja para São Paulo (13 e 14), Rio de Janeiro (15 e 16) e, sem data definida, Minas Gerais, os três maiores colégios eleitorais do país.

Em Belo Horizonte, o senador eleito Camilo Santana (PT-CE) diz que o PT negocia apoio dos ex-prefeitos Alexandre Kalil (PDT) e Álvaro Damião (União).