O petróleo Brent recuou 1,8% nesta segunda-feira (19), cotado a US$ 107,88 o barril, depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender sanções e tarifas aplicadas à Rússia. Na sexta-feira (16), o barril tinha fechado acima de US$ 110.
Foi o maior valor desde maio. A suspensão das sanções já havia provocado críticas de aliados dos EUA na semana passada.
A medida abre espaço para mais exportação de combustíveis russos aos Estados Unidos. Há um acordo prevendo cerca de 2,3 milhões de barris de diesel russo em outubro, com potencial de chegar a 7,6 milhões de barris por mês.
O que explica a queda do petróleo
A queda responde à perspectiva de mais oferta no mercado global, com o fim das restrições às exportações russas.
Ataques à navegação no Oriente Médio, porém, continuam limitando o transporte de petróleo pelo Golfo, com o fluxo caindo de 20 milhões para 8,5 milhões de barris por dia.
A escalada que antecedeu a queda já vinha de semanas. O preço médio do barril passou de US$ 91,08 em agosto para US$ 114,16 em setembro, alta de 25,3%.
O movimento já tinha pressionado a gasolina no Brasil em setembro, com o diesel 3,8% mais caro na revenda.
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No mercado brasileiro, a reação ao noticiário internacional não seguiu o mesmo sentido. As ações da Petrobras (PETR4) fecharam em alta de 4,04%, a R$ 59,68, no mesmo pregão em que o petróleo caiu.
A empresa vinha de uma sequência forte na Bolsa: bateu recorde de R$ 800 bi em valor de mercado na semana passada.
O mercado não associou publicamente a alta da Petrobras à queda do Brent: os dois movimentos apareceram lado a lado nas coberturas financeiras do dia, sem um fator comum apontado pelos analistas consultados.
O que acontece agora
O acordo de diesel com a Rússia ainda pode ampliar o volume mensal de 2,3 milhões para 7,6 milhões de barris, o que tende a pressionar ainda mais os preços para baixo nas próximas semanas.
Do lado brasileiro, o diesel já havia subido 3,8% na revenda em setembro, e o efeito da queda do Brent sobre o preço na bomba ainda não apareceu nas tabelas de outubro.





























