A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu dois homens nesta segunda-feira (19) na Operação Rebu Branco, que investiga um golpe contra quatro mulheres aplicado durante corridas por aplicativo em Belo Horizonte. A quadrilha teria roubado cerca de R$ 40 mil das vítimas.

Um dos suspeitos se cadastrava como motorista no aplicativo, enquanto o comparsa ficava escondido no porta-malas do carro. O modus operandi do golpe foi detalhado pelo delegado Flávio Grossi

"E no meio da corrida um segundo autor saía do porta-malas e tomava as vítimas de assalto"

Depois de render as passageiras, os suspeitos obrigavam as vítimas a fazer transferências via pix e a contratar empréstimos nos aplicativos de banco.

A Polícia Civil pediu à Justiça três mandados de prisão e treze mandados de busca e apreensão, cumpridos nesta segunda. Foram presos o motorista que fazia as corridas e um dos homens que saía do porta-malas. Um terceiro integrante do grupo segue foragido.

"Esta manhã foram apreendidos cinco celulares para identificar os responsáveis pelas contas que recebiam dinheiro desviado das vítimas. O destino é entender para onde esses valores foram distribuídos e aí sim, se possível, fazer o resgate desses valores", afirmou Grossi.

Nenhum dos presos teve o nome divulgado pela polícia até a publicação desta reportagem.

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O grupo usava um veículo diferente do que aparecia cadastrado no aplicativo, além de usar um perfil falso. Segundo o delegado, a plataforma já baniu as contas usadas pelos criminosos.

Como evitar o golpe ao pedir corrida por aplicativo

Para evitar cair no golpe, confira a placa e o modelo do carro antes de embarcar, compare os dados com o aplicativo e veja se a foto cadastrada do motorista bate com quem chegou para te buscar.

O que acontece agora

A investigação segue atrás do terceiro suspeito, ainda foragido, enquanto a perícia analisa os cinco celulares apreendidos para tentar rastrear o destino do dinheiro desviado por pix e empréstimos bancários. A Polícia Civil avalia se será possível devolver parte dos valores às vítimas.