O dólar caiu 0,54%, a R$ 5,046, e o Ibovespa subiu 0,85% na abertura desta segunda-feira (19), depois de duas novas pesquisas eleitorais mostrarem o presidente Lula encurtando a distância para o senador Flávio Bolsonaro a seis dias do segundo turno.
Pela pesquisa BTG/Nexus (18ª rodada), Flávio tem 46,5% e Lula, 45,9% do total de entrevistados, empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos. O levantamento ouviu 2.002 eleitores por telefone entre 16 e 18 de outubro, contratado pelo BTG Pactual (registro TSE BR-04499/2026).
Já a AtlasIntel, contratada pela Bloomberg, mostra Flávio com 49,8% e Lula com 47,6%, vantagem de 2,2 pontos, acima da margem de erro de 1 ponto. Ouviu 4.998 eleitores entre 13 e 18 de outubro, com 95% de confiança (registro TSE BR-02418/2026).
Por que a pesquisa mexe com o dólar
O mercado vinha precificando maior chance de vitória de Flávio, cujo programa é lido como mais próximo de corte de gastos. Pesquisas mais apertadas reduzem essa aposta, o que explica a queda do dólar e a alta da bolsa.
O movimento já havia se invertido antes: em 5 de outubro, o dólar caiu abaixo de R$ 5 com Flávio na frente no 1º turno.
Semanas antes, em setembro, a moeda chegou a subir mesmo com Lula à frente, numa fase em que o mercado ainda testava o cenário.
No fundo macroeconômico, o Boletim Focus desta semana reduziu a projeção de crescimento do PIB para 2026 de 1,85% para 1,83% e elevou a estimativa de inflação de 2027 de 4,30% para 4,32%.
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A projeção do dólar para o fim do ano caiu de R$ 5,15 para R$ 5,13, com a Selic mantida em 13,25% ao ano.
No acumulado de 2026, o dólar ainda recua 7,58%, e o Ibovespa acumula alta de 27,50% no ano, um dos melhores desempenhos já registrados pelo real.
O ponto em aberto
O dólar já mudou de direção pelo menos duas vezes neste mês só por causa de pesquisas, numa eleição decidida dentro da margem de erro. O mercado segue precificando um vencedor que, estatisticamente, ainda não existe antes do dia 25.





























