O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, votou neste domingo (4) em Brasília, horas depois de uma nota em que defendeu a democracia em meio a um embate entre o STF e o TSE. Ele chegou ao local por volta das 11h.

Fachin esperou cerca de 40 minutos na fila, acompanhado da esposa, Rosana Fachin.

Aos 68 anos, ele tem direito a atendimento prioritário, mas preferiu votar na ordem normal. Votou em trânsito, só para presidente, no Centro de Ensino Fundamental 214 Sul — seu domicílio eleitoral é Curitiba (PR), de onde veio ao assumir vaga no STF em 2015.

"As eleições periódicas, íntegras, seguras, transparentes e auditáveis são o motor da democracia. Consistem em uma fonte de legitimidade. O dia de hoje é o dia do exercício da soberania popular", disse Fachin a jornalistas, em fala protocolar sem espaço para perguntas.

O embate entre STF e TSE

A fala reforça uma nota que Fachin publicou em 1º de outubro, em meio a uma disputa sobre a competência do STF para rever decisões da Justiça Eleitoral.

O episódio começou quando um boato ligando Flávio Bolsonaro à retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida virou crise eleitoral.

O ministro André Mendonça, do TSE, mandou retirar do ar posts que associavam o senador à notícia falsa. Em seguida, o ministro Flávio Dino derrubou a medida.

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O ministro Luiz Fux retomou a decisão original de Mendonça, numa cadeia de reviravoltas que expôs a fricção entre as duas cortes.

Depois da sucessão de decisões contraditórias, Fachin criou um filtro para impedir que partes "escolham" qual ministro vai cuidar de novos pedidos dentro de processos já em curso.

O TSE, por sua vez, decidiu na quinta-feira (1º) manter fora do ar as publicações que vinculam Flávio Bolsonaro à notícia falsa.

Quem mais já votou

Seis dos dez ministros do STF votam em Brasília. Cármen Lúcia votou em Belo Horizonte e Gilmar Mendes em Diamantino (MT).

Do TSE, André Mendonça e Kassio Nunes Marques também votaram na capital federal.

Uma pesquisa PoderData/Aya divulgada no sábado (3) mostrou Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados numa simulação de segundo turno, ambos com 46% das intenções de voto.

O instituto ouviu 4.000 eleitores em 786 municípios das 27 unidades da federação, com margem de erro de 1,5 ponto e registro BR-03519/2026 no TSE.

O que acontece agora

A votação segue até as 17h, horário de Brasília, para mais de 158 milhões de eleitores aptos em todo o país. Um eventual segundo turno, para presidente ou governador, está marcado para 25 de outubro.