Das mais de 411 mil pessoas que atuam como mesárias e mesários nas eleições deste domingo (4) em São Paulo, 74% são mulheres, segundo o TRE-SP. O estado integra os quase 2 milhões de mesários que trabalham hoje em todo o país.
Do total de mesários paulistas, 282.795 (69%) são voluntários, e 129.028 (31%) foram convocados diretamente pela Justiça Eleitoral, como ocorre também nos demais estados.
Qual é o tamanho da operação em todo o país?
O Brasil tem 517.206 seções eleitorais, organizadas em 2.641 zonas eleitorais, para atender 158,7 milhões de eleitores aptos a votar. Um levantamento com dados do TSE de 24 de setembro aponta 1.969.060 mesários convocados para o 1º turno.
Cada seção eleitoral tem uma mesa de quatro integrantes: presidente, dois mesários e secretário.
Quem não pode ser mesário?
Não podem atuar como mesários candidatos, parentes de candidato até o 2º grau, membros de executiva partidária e autoridades policiais. Para ser voluntário, era preciso ter 18 anos ou mais e estar em dia com a Justiça Eleitoral.
O trabalho não é remunerado, mas dá direito a seis dias de folga e R$ 65 de auxílio-alimentação por turno, somando treinamento e votação.
A eleição brasileira depende, na prática, de um exército de voluntários que passa o domingo inteiro quase sem remuneração.
O ponto em aberto
A Justiça Eleitoral lançou, em março, uma campanha para recrutar mais voluntários jovens, por rádio, TV e redes sociais. Os números de São Paulo mostram que a maioria já topa o trabalho sem ser convocada.
Fica a pergunta de até quando esse modelo vai dar conta de um eleitorado que cresceu apenas 1,4% em relação à eleição anterior, mas segue dependendo quase só de trabalho voluntário para funcionar.
































