As exportações de soja do Brasil para a China, maior comprador do grão, caíram 3,6% no período mais recente, mesmo com a produção brasileira projetada para bater um novo recorde na safra 2026/27. Os dados são de relatório do USDA, divulgado nesta sexta-feira (24).
O adido agrícola do USDA no Brasil projeta 184 milhões de toneladas de soja na safra 2026/27, alta de quase 2% sobre as 180,5 milhões da safra anterior, o que seria o 3º recorde seguido.
O relatório mensal oficial do USDA projeta número ainda maior, de 186 milhões de toneladas. Já a Conab, órgão do governo brasileiro, é mais conservadora, com 181,6 milhões.
A safra reforçaria o bom momento do agro, que já vem de uma exportação recorde de US$ 348,7 bilhões em 2026.
Por que a China está comprando menos do Brasil
A queda nas compras chinesas tem relação com o acordo entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, que reduziu tarifas e abriu espaço para os Estados Unidos venderem mais soja à China.
Em outubro, os EUA já haviam vendido 470 mil toneladas de soja à China. Mesmo assim, o Brasil ainda lidera a disputa pelo mercado chinês no total do ano.
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Apesar da perda de espaço na China, as exportações totais de soja do Brasil devem crescer. A estimativa é de 117,5 milhões de toneladas exportadas na safra 2026/27, alta de 2,1% sobre o ano anterior.
O que pode atrapalhar a safra recorde
O USDA aponta dois riscos à produção: chuva persistente no Rio Grande do Sul, que pode prejudicar lavouras no estado, e previsão de tempo severo em outras regiões produtoras ao longo do ciclo da safra.
O plantio da 1ª safra de milho também está mais lento: atingiu 48% da área estimada no Centro-Sul em 24 de outubro, ante 51% um ano antes. O resultado da safra recorde ainda depende do clima nos próximos meses, principalmente no Rio Grande do Sul.































