A soja recuou na quinta-feira (5 de novembro) nas principais praças do Brasil, acompanhando a queda dos contratos futuros em Chicago, que fecharam no menor nível em 11 semanas, e a desvalorização do dólar. Em Paranaguá (PR), a saca caiu para R$ 158,17.

Em Chicago, o contrato com vencimento em janeiro recuou 11,75 centavos (0,96%) e fechou a US$ 12,02 1/4 por bushel. O contrato de março caiu 10,50 centavos (0,86%), a US$ 12,10 1/4.

Por que a soja caiu na quinta-feira

A queda em Chicago reflete o avanço da maior safra da história dos Estados Unidos e uma demanda chinesa abaixo do esperado. O dólar caiu 0,65% na quinta, fechando em R$ 5,4502 na venda, o que também pressiona o preço em reais.

“A desvalorização das cotações na Bolsa de Mercadorias de Chicago pressionou as referências domésticas”, afirmou o analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado.

A saca também recuou em Cascavel (PR), a R$ 148,00, e ficou estável em Dourados (MS), a R$ 140,00. Já no Rio Grande do Sul, Rio Grande pagava R$ 160,50 e Passo Fundo, R$ 152,50.

O contraponto em Mato Grosso

Em Mato Grosso, maior produtor do país, o movimento foi diferente. O Imea registrou valorização de R$ 0,45 a R$ 0,55 por saca nas cinco praças que monitora no estado, mesmo com a queda externa.

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Segundo o instituto, a queda de Chicago e do dólar ainda não foi repassada de forma uniforme ao mercado físico. Em Rondonópolis, a saca foi cotada a R$ 140,20; em Sorriso, a R$ 134,40.

O estado concluiu 90,8% do plantio da safra 2026/27, no ritmo mais rápido já registrado, segundo a Conab, com desenvolvimento vegetativo considerado bom na maior parte das lavouras.

O cenário de preços ainda convive com a ameaça climática. Em outubro, instituições de pesquisa alertaram que o El Niño forte pode cortar até 10% da safra brasileira de soja nesta temporada.