A Embrapa tem 24 cientistas entre os pesquisadores de maior impacto científico do mundo, segundo o ranking Stanford/Elsevier divulgado em outubro de 2026. Os nomes vêm de 13 unidades da estatal, e dois deles aparecem na lista pela primeira vez.
O ranking avalia cerca de 100 mil pesquisadores em 20 áreas científicas e 174 subáreas, com base na plataforma Scopus. Entram os com maior pontuação composta ou os 2% melhores de cada subárea.
O número de brasileiros da Embrapa no ranking oscila ano a ano, mas se mantém historicamente alto, como mostram os números abaixo.
A edição de 2026 usa o c-score, indicador que privilegia o impacto das citações sobre o volume de artigos publicados, adotado desde a edição de 2025.
- Henriette Azeredo (Embrapa Instrumentação): filmes e revestimentos biodegradáveis
- Jayme Barbedo (Embrapa Agricultura Digital): aprendizado de máquina para detectar doenças em lavouras
- Dario Grattapaglia (Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia): sequenciamento do genoma do eucalipto
Em nota, a Embrapa disse que a presença contínua de pesquisadores na lista reforça a relevância da ciência agropecuária brasileira, em trabalhos que tratam de mudança climática, segurança alimentar e transição energética.
Uma bactéria estudada pela Embrapa, que libera fósforo do solo, pode render R$ 28,5 bilhões à soja.
A Embrapa também fechou, em outubro, parceria com a China sobre IA no campo.
Publicidade
Outras instituições brasileiras também aparecem bem em rankings internacionais de ciência. A USP é apontada como a principal universidade da América Latina em ranking divulgado em junho.
Na prática, mesmo com oscilação de um ano para o outro, o Brasil segue com instituições entre os nomes mais citados da ciência mundial, sinal de que a pesquisa aplicada ao campo brasileiro tem alcance internacional.
O que esse número representa
O Brasil não tem apenas a Embrapa nessa lista. Em outro ranking, divulgado em outubro de 2025, a Unicamp somou 106 cientistas entre os mais influentes do mundo, número que mostra como a presença brasileira na ciência de maior impacto não se limita ao agro.





























