As exportações do agronegócio somaram R$ 20,56 bilhões até a 3ª semana de outubro, avanço de 21% segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A soja liderou o resultado, com alta de 28,9% no valor vendido ao exterior.
Também subiram as vendas de carne de frango (+41,5%), celulose (+48,2%) e animais vivos (+242,8%). Já a carne bovina recuou 24,4% e o açúcar, 28,4%.
O levantamento é parcial e não representa o fechamento de outubro, segundo o MDIC.
O resultado consolida uma tendência que já havia levado as exportações do agro a bater recorde de US$ 348,7 bilhões neste ano, mesmo em meio ao tarifaço dos Estados Unidos.
A força da soja no mercado externo também aparece na disputa pelo mercado chinês. Mesmo com os EUA vendendo 470 mil toneladas à China, o Brasil segue na liderança do fornecimento.
O ritmo forte se repete no campo. Em Mato Grosso, maior produtor do país, o plantio da soja 2026/27 chegou a 75,81% da área prevista até 23 de outubro, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
O avanço de 23,95 pontos percentuais na semana deixou o ritmo mais acelerado que no mesmo período do ano passado (60,05%) e que a média de cinco anos para a época (64,31%).
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O Brasil como um todo já vinha acelerando: em outubro, o país teve o ritmo de plantio de soja mais rápido já registrado.
Produção que avança mais rápido no campo e exportação que cresce mais no porto formam o mesmo sinal: a safra 2026/27 chega ao mercado internacional antes e em maior volume que nos anos anteriores.
O que acontece agora
O Imea espera que o plantio em Mato Grosso ultrapasse 80% até o fim de outubro, caso o ritmo se mantenha. A produção do estado está estimada em 50,89 milhões de toneladas, queda de 1,43% ante o ciclo anterior, mesmo com área cultivada 0,60% maior.































