O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou nesta sexta-feira (9) a projeção de exportação de algodão do Brasil para a safra 2026/27 a 3,484 milhões de toneladas, novo recorde e alta de 3,3% sobre o ciclo anterior, puxado por Mato Grosso e Bahia.

Com o avanço, a fatia do Brasil no comércio mundial de algodão sobe para 35,8%, ante 33,8% na safra anterior. Os Estados Unidos, segundo maior exportador, respondem por 27,5% do total.

A produção brasileira também deve crescer, para 4,137 milhões de toneladas, alta de 1,3%. Do total produzido, 84% segue para o mercado externo; o consumo interno soma 740 mil toneladas, e os estoques finais caem 11%, para 699 mil toneladas.

Mato Grosso e Bahia concentram a produção: juntos, somam 90% do total nacional, segundo a Conab. Mato Grosso também deve ampliar a área plantada em 3,38% na comparação com a safra passada.

O Brasil já havia se tornado o maior exportador mundial do produto na safra 2025/26, quando embarcou 3,37 milhões de toneladas. A nova projeção do USDA é para o ciclo seguinte, ainda em curso.

O preço do algodão em Nova York, referência global, subiu 9,7% em setembro e ajuda a melhorar a margem dos produtores brasileiros.

O avanço do algodão acompanha outros recordes do agro brasileiro: em setembro, a exportação de café também cresceu mais de 50%.

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Produção mundial de algodão deve cair 3,4% nesta safra.

Enquanto a oferta mundial de algodão encolhe, o Brasil ganha espaço justamente no mercado que abastece a indústria têxtil global.

O que acontece agora

O USDA volta a atualizar a projeção de oferta e demanda em seu próximo relatório mensal, quando os números podem mudar de novo. Até lá, os embarques de algodão seguem sendo acompanhados mês a mês pelo setor.