O Grêmio foi punido pela Fifa nesta sexta-feira (9) com um transfer ban, e está impedido de registrar novos jogadores pelas três próximas janelas de transferências ou até quitar a dívida pendente, referente à compra do meio-campista colombiano Miguel Monsalve.
A dívida é com o Independiente Medellín, da Colômbia, clube que vendeu Monsalve ao Grêmio por cerca de 2,3 milhões de euros (R$ 12,8 milhões), em julho de 2024.
O meio-campista está emprestado ao Estudiantes, da Argentina, desde agosto. Pelo Grêmio, disputou 63 partidas, com 7 gols e 5 assistências.
Por que o Grêmio não pagou a dívida?
O clube não detalhou publicamente o motivo do atraso. Antes da punição da Fifa, o Grêmio já havia levado um bloqueio preventivo pela nova regra de fair play financeiro, aplicada pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf).
A diferença entre os dois modelos é relevante. No transfer ban da Anresf, o clube pode registrar jogadores se autorizado pelo órgão fiscalizador. Já o da Fifa é mais rígido, e só se resolve com o pagamento integral ou o fim das três janelas.
A punição da Fifa pesa mais porque não depende de autorização, só do pagamento. O Grêmio não se manifestou publicamente sobre a punição até a publicação desta reportagem.
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O que acontece agora
Em campo, o Grêmio empatou por 1 a 1 com o Remo, pela 29ª rodada do Brasileirão, no mesmo dia da punição. Monsalve havia sido afastado do elenco principal em agosto, por questões técnicas, depois de recusar três propostas de transferência.
O clube só volta a contratar quando quitar a dívida ou passarem as três janelas da sanção. O aperto financeiro não é exclusividade do Grêmio. Horas antes, o Internacional quitou salários atrasados para disputar o Gre-Nal.





























