A produtora rural Alessandra Zanotto Costa foi reeleita nesta quinta-feira (8) para a presidência da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), em chapa única, para o biênio 2027/2028. A assembleia da entidade ocorreu em formato híbrido, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.

No pronunciamento de reeleição, Alessandra Zanotto Costa fez um balanço do primeiro mandato. Entre os avanços citados pela gestão estão a modernização da estrutura administrativa e melhorias no Centro de Análise de Fibras da entidade.

A gestão também cita a reestruturação dos programas Fitossanitário e de Capacitação Profissional. Para o novo mandato, a diretoria pretende avançar em educação, inteligência de dados e competitividade dos produtores.

A Bahia é o segundo maior produtor de algodão do Brasil, atrás apenas de Mato Grosso. Os dois estados concentram quase toda a produção nacional da fibra, que vive um momento recorde.

O Brasil colheu uma safra recorde de 4,5 milhões de toneladas de pluma em 2025/26 e se tornou o maior exportador mundial da fibra, à frente de Índia e China em volume de vendas externas.

O país exportou 3,37 milhões de toneladas entre agosto de 2025 e julho de 2026, alta de 19% sobre o ano anterior, com receita de US$ 5,3 bilhões.

Publicidade

Ainda assim, o preço pago ao produtor travou no mínimo mesmo com o volume recorde, embora o preço do algodão tenha subido 9,7% em Nova York nas semanas seguintes.

O que acontece agora

A nova diretoria da Abapa assume o biênio 2027/2028 com a meta de ampliar a participação dos associados e abrir novas frentes de atuação. O cenário de preço baixo apesar do recorde de exportação deve seguir no radar dos produtores baianos nos próximos meses.