O Brasil vive uma safra recorde de algodão, estimada em 4,5 milhões de toneladas de pluma em 2025/26. O país já é o maior exportador mundial da fibra e o 3º maior produtor do mundo, atrás apenas de Índia e China, segundo dados do setor.
O tema ganha destaque com a chegada do 15º Congresso Brasileiro do Algodão, marcado para 22 a 24 de setembro no Expominas, em Belo Horizonte, organizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
Quanto o Brasil exportou de algodão?
O Brasil exportou 3,37 milhões de toneladas de algodão entre agosto de 2025 e julho de 2026, alta de 19% sobre o ano comercial anterior. É a primeira vez que o país supera a marca de 3 milhões de toneladas exportadas em um ano.
No ano comercial anterior, foram embarcadas 2,84 milhões de toneladas.
A receita gerada foi de US$ 5,3 bilhões. Os principais compradores são Turquia, Paquistão, Vietnã e Índia.
Mato Grosso e Bahia concentram quase toda a produção nacional. O resultado se soma a outros números do agronegócio: o Brasil está a US$ 2 bi de se tornar o maior exportador agrícola do mundo em termos gerais.
Como estava o mercado do algodão?
A alta na produção acompanha uma recuperação de preço: em setembro, o preço do algodão subiu 16,8% em Nova York e saiu de um piso histórico. O movimento ocorre mesmo com turbulência no comércio exterior do agronegócio como um todo.
Em setembro, o agro brasileiro faturou US$ 87 bilhões no semestre, mas as vendas aos EUA caíram, o que reforça a importância de mercados como Turquia e Ásia para o algodão nacional.
O que acontece agora
O congresso em Belo Horizonte reúne cinco eixos de programação, entre plenárias técnicas e rodadas de mercado. Fabricantes como a suíça Syngenta e a alemã Fendt vão apresentar novidades no evento, da linha de inseticidas ao maquinário agrícola.


























