Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram à Justiça Eleitoral propostas distintas de segurança pública para o 2º turno. Flávio aposta no endurecimento penal; Lula, na integração entre União, estados e municípios, com a PEC da Segurança já no Congresso.

Entre as medidas de Flávio está a instalação de mais de 1 milhão de câmeras de reconhecimento facial em áreas públicas, portos e aeroportos, no que o plano chama de "Muralha Brasileira".

O texto também classifica o Comando Vermelho, o PCC e milícias como "organizações narcoterroristas" e prevê 5 novos presídios federais de segurança máxima, com parceria dos estados para 500 mil vagas no sistema prisional.

Flávio também quer reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos e acabar com a progressão de regime para crimes hediondos. O plano ainda prevê quadruplicar a pena para roubo de celular e castração química para condenados por crimes sexuais.

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Lula também sancionou a Lei Antifacção em 2026 e promete criar o Ministério da Segurança Pública, caso o Senado aprove a PEC da Segurança. O petista também destina R$ 10 bilhões a estados e municípios para equipar as polícias.

Os dois planos também tratam de violência contra a mulher. Flávio quer ampliar o monitoramento de agressores com tornozeleiras eletrônicas; Lula promete concluir 30 Casas da Mulher Brasileira.

Para celular roubado, Lula aposta no Programa Celular Seguro, de bloqueio rápido do aparelho, enquanto Flávio prefere endurecer a pena de quem furta ou rouba o telefone.

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Na reta final de campanha, Lula já cobrou mais policiamento nas ruas, dizendo que a criminalidade cresceu no início do 2º turno. As duas propostas foram formalizadas em planos de governo entregues à Justiça Eleitoral, documentos públicos que detalham as medidas tema a tema.

Flávio aposta no endurecimento penal e na vigilância tecnológica; Lula, na integração entre os entes federativos e no investimento direto em equipamento.

O que acontece agora

Os planos de governo completos estão disponíveis no site do TSE, por tema. Nenhuma das propostas tem força de lei antes da eleição. Todas dependem de aprovação do Congresso depois da posse, em janeiro de 2027.