Os quatro candidatos ao governo do Rio Grande do Sul debateram nesta terça-feira (29), em Porto Alegre, o ritmo da reconstrução após as enchentes de 2024, a educação e a segurança pública, no debate promovido pela RBS TV e mediado pelo jornalista Elói Zorzetto.
Zucco (PL), Juliana Brizola (PDT), Gabriel Souza (MDB) e Marcelo Maranata (PSDB) participaram do encontro.
A reconstrução dividiu opiniões no bloco de temas sorteados. Gabriel Souza, do MDB, afirmou que o estado tem 240 obras em andamento ligadas à reconstrução e à proteção contra novos eventos climáticos.
Disse ainda que o governo quadruplicou o tamanho da Defesa Civil gaúcha e que uma troca completa de gestão atrasaria os projetos em curso.
Juliana Brizola, do PDT, criticou a lentidão na execução das intervenções. Ela defendeu a criação de protocolos específicos para orientar a população durante eventos extremos.
Recursos parados enquanto a infraestrutura carece de obras, na leitura da candidata, é o que mantém o estado exposto a uma nova tragédia. "A população ainda não sabe quais intervenções estão prontas", disse.
O tema já rendeu decisão da Justiça contra o poder público. Em setembro, a Justiça condenou Porto Alegre a pagar R$ 50 milhões pela enchente de 2024. Um alerta emitido em agosto já apontava reconstrução incompleta um ano após a tragédia.
Como está a corrida pelo governo do RS?
Zucco aparece à frente na pesquisa Quaest divulgada em 24 de setembro, com 29% das intenções de voto no primeiro turno.
Juliana Brizola vem em seguida, com 23%, no que outro levantamento da mesma semana já descrevia como disputa apertada. Gabriel Souza tem 10% e Marcelo Maranata, 3%.
A pesquisa, contratada pela RBS Participações junto ao instituto Quaest, ouviu 900 eleitores entre 20 e 23 de setembro.
A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95% e registro TSE RS-01390/2026. Priscila Voigt (UP), Rejane de Oliveira (PSTU) e Cesar Pontes (PCO) somam 2% e não participaram do debate.
Indecisos são 25% do eleitorado gaúcho, e 8% dizem que vão votar em branco ou nulo.
A educação também gerou embate direto. No primeiro bloco, Zucco defendeu o modelo de escolas cívico-militares e questionou Juliana sobre o tema. "Não vou misturar ideologia com resultado", disse o candidato do PL.
Juliana respondeu que também é favorável ao modelo, mas cobrou uma escola laica, sem disputa ideológica. "Eu votei a favor das escolas cívico-militares. A escola cívico-militar do Zucco não tem nada a ver com a que temos aqui", afirmou.
Ela voltou ao tema da valorização docente. Segundo a candidata, a categoria está desvalorizada e o estado tem dificuldade para atrair novos professores. "Aqui no RS ninguém mais quer ser professor", afirmou.
Na segurança pública, Zucco defendeu o fortalecimento dos servidores da área e o combate a facções criminosas. Ele também citou a necessidade de atenção à saúde mental dos agentes e medidas de combate ao feminicídio, incluindo o afastamento do agressor da vítima.
O que acontece agora
O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro, quando o Rio Grande do Sul também vota para presidente, senador e deputados federal e estadual. Havendo segundo turno para o governo do estado, a votação ocorre em 25 de outubro.





























