Max Verstappen bateu na primeira volta do GP da Holanda, neste domingo (23), na última curva do circuito de Zandvoort, e não completou a corrida. O acidente provocou bandeira vermelha logo no início da segunda volta. A vitória ficou com o britânico Lando Norris, da McLaren, à frente de Kimi Antonelli e George Russell, da Mercedes.
A pista ainda estava molhada pela chuva que caiu pouco antes da largada. Mesmo assim, todos os pilotos optaram por pneus de piso seco.
Verstappen teve um leve toque com o companheiro de equipe Liam Lawson e, na sequência, perdeu o carro na última curva, batendo contra a barreira. Uma roda se soltou e espalhou destroços pela pista, e a direção de prova acionou a bandeira vermelha.
"Tudo bem, isso pode acontecer, e então fui pego de surpresa naquela curva. Ainda estava bastante molhado e, assim que vi a parte seca chegando, pensei: 'agora você pode acelerar'. Claramente, isso não funcionou, então foi um pouco cedo demais", disse Verstappen sobre o acidente.
O piloto não se feriu. Confirmou pelo rádio da equipe que estava bem e saiu do carro sem precisar de assistência médica.
Depois da retomada, Norris administrou a vantagem e cruzou a linha de chegada com 11,5 segundos de folga para Antonelli, um dia depois de sair da pole position. Russell completou o pódio, seguido por Lewis Hamilton e Charles Leclerc, da Ferrari.
Cinco carros não terminaram a prova: além de Verstappen, abandonaram Bottas, Ocon, Stroll e Bearman.
A disputa pelo segundo lugar teve um capítulo à parte. A seis voltas do fim, a Mercedes trocou as posições dos próprios pilotos por ordem de equipe, tirando Russell do 2º lugar para colocar Antonelli.
Russell reclamou pelo rádio que a decisão "abriu mão de um possível pódio duplo". Hamilton, que via a disputa de fora, ironizou: "Ótima maneira de perder tempo, pessoal. Bom trabalho!"
O brasileiro Gabriel Bortoleto, da Sauber, largou em 9º e terminou em 13º, fora da zona de pontos, um dia depois de largar também em 9º na Sprint do fim de semana.
Como fica o campeonato
Antonelli chegou a Zandvoort na liderança do Mundial de Pilotos, com 224 pontos somados até a Sprint, à frente de Hamilton (171) e do próprio Russell (168).
Verstappen, tetracampeão mundial, entrou no fim de semana só na 6ª colocação, com 112 pontos, e vive a pior fase da Red Bull desde que renovou contrato até 2030. Fechar sem pontuar, justamente na despedida de Zandvoort, é o retrato exato dessa fase difícil.
O que acontece agora
O acidente também fechou, sem coroa, a passagem de Verstappen pela última edição de Zandvoort sob o contrato atual. Os organizadores decidiram não renovar o vínculo com a Fórmula 1, alegando risco financeiro elevado, e a etapa sai do calendário a partir de 2027.
"É um dos melhores circuitos do calendário, então certamente deixará saudades", disse o piloto local, antes do fim de semana de corrida.
A Fórmula 1 folga duas semanas até a próxima etapa: o GP da Itália, em Monza, de 4 a 6 de setembro.



























