O Conselho de Segurança da ONU reúne nesta quarta-feira (23), em Nova York, os presidentes-executivos da OpenAI, da Anthropic e da Hugging Face. O encontro discute riscos da inteligência artificial à segurança internacional, na primeira sessão do colegiado dedicada especificamente ao tema.
A reunião foi convocada pela França, que preside o colegiado neste mês em sistema de rodízio. A sessão está marcada para 15h em Nova York (16h em Brasília), sob presidência do chanceler francês Jean-Noël Barrot.
O Conselho já debateu inteligência artificial em seis reuniões formais e informais desde 2023. Naquele ano, Estados Unidos e China discutiram, no órgão, como evitar usos da tecnologia que ameaçam a paz global, segundo o Poder360.
Segundo o Security Council Report, é a primeira reunião com esse foco em riscos de segurança da IA. A sessão segue quatro eixos: riscos à paz internacional, medidas de mitigação, ferramentas diplomáticas de coordenação entre países e avaliação de segurança dos modelos.
Segundo o Poder360, Sam Altman, CEO da OpenAI, deve defender maior cooperação entre os países. O executivo, que lançou o GPT-6 com chatbots mais baratos na semana passada, propõe padrões de segurança compartilhados e mecanismos internacionais para monitorar a evolução dos sistemas de IA.
Dario Amodei, da Anthropic, lançou o Claude Opus 5.5 nesta semana. Ele fala ao lado de Clément Delangue, CEO da Hugging Face, e de Yoshua Bengio, cientista que copreside o painel científico independente da ONU sobre IA.
O secretário-geral António Guterres vem defendendo publicamente mecanismos mais rígidos de supervisão da IA nas últimas semanas, segundo o Poder360. É a primeira vez que a ONU ouve diretamente os criadores da IA.
O que muda no Brasil enquanto a ONU debate
O Brasil já tem um projeto de lei para regular a inteligência artificial nos mesmos moldes discutidos em Nova York. É o PL 2338/2023, aprovado no Senado e enviado à Câmara dos Deputados em 17 de março de 2025.
O projeto tramita na Comissão Especial sobre Inteligência Artificial da Câmara, sob relatoria do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), designado em 20 de maio de 2025, e segue em regime de prioridade, aguardando parecer.
Como a TV Sim já mostrou, a proposta prevê multa de até R$ 50 milhões por infração, mas ainda não foi votada.
O que acontece agora
Não há data prevista para o parecer do relator na Comissão Especial da Câmara. Em Nova York, o encontro desta quarta é classificado pelo Conselho como "High-level Briefing". É o formato que o Conselho usa para ouvir especialistas em sessão aberta.
Cabe aos 15 países-membros decidir se o tema volta ao Conselho em formato deliberativo.



































