O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, deu nesta segunda-feira (19) um prazo de cinco dias para o TSE explicar a anulação dos votos de Anthony Garotinho que elegeu Douglas Ruas governador do Rio de Janeiro no primeiro turno.
Como a eleição foi decidida sem 2º turno
O TSE anulou, em 8 de outubro, os 274.411 votos recebidos por Garotinho, cuja candidatura havia sido barrada pela Justiça Eleitoral por ele estar condenado e inelegível. Sem esses votos, Ruas passou a ter maioria absoluta.
Com a exclusão, Douglas Ruas (PL), que tinha 49,27% dos votos válidos, passou a ter 50,88%, percentual suficiente para vencer sem disputar o 2º turno contra Eduardo Paes (PSD), que ficou com 44,16%.
A disputa judicial é anterior à votação. Antes do 1º turno, o ministro Floriano de Azevedo Marques já havia invalidado os votos de Garotinho, mas uma liminar de Nunes Marques restabeleceu o direito de campanha e permitiu que o nome dele seguisse na urna.
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No TSE, a anulação dos votos de Garotinho foi decidida por 5 votos a 2. A maioria da corte entendeu que não seria possível validar os votos de um candidato condenado e sem direitos políticos, mesmo após a liminar que o manteve na disputa.
O TRE-RJ refez a apuração em 10 de outubro e declarou Ruas eleito, fora do prazo inicial do 2º turno, que seria neste domingo (25).
Douglas Ruas é o governador eleito do Rio sem precisar do 2º turno que a disputa judicial tenta reabrir. A saída do Rio também reduziu de 7 para 6 o número de estados que ainda têm 2º turno para governador no país.
O PSD, partido de Eduardo Paes, recorreu ao STF pedindo a realização do 2º turno e argumenta que os eleitores de Garotinho não podem ser excluídos do cálculo da maioria absoluta.
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O partido pede que o STF determine uma nova votação em 25 de outubro ou, não sendo possível, que Ruas e Paes disputem o governo em outra data, antes da diplomação do governador eleito.
O que acontece agora
Zanin deu cinco dias para o TSE se manifestar. Depois, vai ouvir a AGU e a PGR, que terão o mesmo prazo.
O rito da ADPF usado pelo ministro prevê até 10 dias para a manifestação de informações. Na prática, o prazo já ultrapassa a data em que o 2º turno aconteceria, neste domingo (25).































