A coligação que apoia a reeleição de Lula (PT) acionou um relator da ONU, a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) e a Polícia Federal (PF) contra a atuação da Meta nas eleições. O grupo suspeita de favorecimento ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo nota divulgada neste sábado (17) pela coligação "Brasil Pronto pra Mais" (federações PT/PSB/PDT e PSOL/Rede), os episódios incluem restrições ao impulsionamento de publicações da campanha de Lula no Instagram.
Também houve diferenças no funcionamento das ferramentas de inteligência artificial da Meta: relatos apontam que o sistema recusava criar materiais de apoio a Lula, mas permitia pedidos semelhantes sobre Flávio Bolsonaro.
A Meta atribuiu os problemas a falhas técnicas e negou ter atuado deliberadamente para favorecer uma candidatura ou interferir nas eleições. A empresa contestou as acusações de parcialidade.
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Os acionamentos da PGE e da PF buscam esclarecer se houve irregularidades na atuação da plataforma e possíveis benefícios eleitorais a Flávio Bolsonaro. A comunicação ao relator da ONU amplia a discussão para o campo internacional.
A denúncia não é a primeira contra a empresa nesta eleição. Em outubro, a campanha de Lula já havia acionado o TSE contra a Meta por suspeita de favorecimento a Flávio.
Na ocasião, a plataforma chegou a negar viés e atribuir a queda de visualizações de Lula a falha técnica.
O embate com redes sociais também passou pelo TSE: o tribunal já derrubou decisão de um ministro e tirou do ar um vídeo de Flávio sobre o INSS.
O TSE também já havia decidido sobre a Meta especificamente. Por unanimidade, em 16 de outubro, o tribunal manteve a ordem para que a empresa se abstenha de reduzir a distribuição, excluir recomendações ou restringir buscas relacionadas aos candidatos à Presidência.
Votaram os ministros Floriano de Azevedo Marques, André Mendonça, Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva, Nunes Marques, Dias Toffoli e Marco Aurélio Belizze, autor da decisão individual anterior sobre o caso.
Se descumprir a ordem do TSE, a Meta paga multa diária de R$ 500 mil.
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O valor da multa mostra o peso que a Justiça Eleitoral já deu ao caso antes mesmo da nova denúncia à ONU, à PGE e à PF.
As suspeitas apresentadas pela coligação ainda dependem de apuração pelos órgãos acionados.
O que acontece agora
PGE e PF ainda vão examinar os fatos e eventuais provas reunidas pela coligação. Enquanto isso, a ordem do TSE contra restrições da Meta aos candidatos segue valendo, sob pena de multa diária.





























