O Ministério da Saúde reforçou o monitoramento do risco de sarampo no Brasil diante do avanço da doença nos Estados Unidos e nas Américas. Até 5 de outubro, o país tinha 52 casos importados confirmados em 2026, em São Paulo, Amazonas e Rio de Janeiro.

Para conter a transmissão, equipes de saúde fazem busca ativa, investigação epidemiológica, monitoramento de contatos e bloqueio vacinal nessas regiões. A vacinação também foi intensificada em espaços públicos e de grande circulação.

Profissional de saúde prepara dose de vacina em posto de vacinação contra o sarampo
Profissional de saúde prepara dose durante mutirão de vacinação contra o sarampo em São Paulo — Foto: Governo do Estado de São Paulo/flickr via Openverse (CC BY 2.0)

Quantos casos de sarampo o Brasil já registrou em 2026?

São 52 casos importados até 5 de outubro, segundo o Ministério da Saúde: 41 em São Paulo, 10 no Amazonas e 1 no Rio de Janeiro. Mesmo assim, o Brasil segue classificado como livre de circulação endêmica do sarampo.

O recorte por estado mostra que todos os casos brasileiros têm origem fora do país, e não transmissão sustentada local. É a diferença entre o cenário brasileiro e o americano.

Nos 30 casos que São Paulo já somava em setembro, a maioria era de pessoas sem vacina completa. No Amazonas, os primeiros casos chegaram pela fronteira com o Peru.

Por que os Estados Unidos preocupam o Brasil agora?

Os EUA somam 2.318 casos confirmados de sarampo em 2026, o maior número desde 1991, há 35 anos. Mais de 90% dos infectados são pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.

Em 25 de agosto, autoridades americanas anunciaram as duas primeiras mortes por sarampo do país em 2026, ambas na Pensilvânia e de pessoas não vacinadas. A confiança na vacina caiu a 76% nos EUA, pano de fundo do surto americano.

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Para toda a região das Américas, a Organização Pan-Americana da Saúde contabiliza 14.891 casos confirmados em 2026, com 29 óbitos.

O que acontece agora

Quem está com a caderneta de vacinação atrasada deve procurar uma unidade do SUS para atualizar as doses da tríplice viral, que é gratuita e protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A cobertura da 1ª dose no Brasil foi de 93,10% em 2025.

O Ministério da Saúde mantém a vigilância ativa como estratégia central para impedir que os casos importados voltem a gerar transmissão sustentada no país, como ocorreu em 2019.