Enquanto a maioria dos trabalhadores de escritório ainda usa inteligência artificial só para tarefas básicas, um pequeno grupo virou "superusuário": aprendeu a integrar ferramentas como ChatGPT e Claude ao trabalho diário e hoje faz, segundo o Wall Street Journal, o serviço de três pessoas sozinho.
É o caso de Michael Rueckert, diretor de marketing em Utah, que usa o Claude para gerenciar três empregos ao mesmo tempo. "Depois que você cria contexto, é mágico", disse ele à reportagem.
Para Kevin Wei, gerente de produto e criador do canal LiftoffPM, a diferença entre o usuário comum e o superusuário está em como se fala com a ferramenta. "AI só sabe o que você diz a ela", resume Wei.
Em vez de pedir um resultado pronto, os superusuários indicam o público, o tom e pedem versões alternativas, tratando a IA como uma camada permanente de contexto, não uma caixa de texto para consultas ocasionais.
Também os CEOs usam, do jeito deles
Até executivos no topo das empresas de tecnologia adotaram rotinas próprias com IA. Jensen Huang, da Nvidia, fornece um esboço básico a chatbots como ChatGPT e Gemini e deixa a ferramenta escrever o primeiro rascunho de textos.
Sam Altman, da OpenAI, usa chatbots para resumir documentos. Satya Nadella, da Microsoft, aproveita os recursos de IA do Outlook para organizar a própria caixa de entrada.
O Brasil também acelera
Dobra no Brasil a adoção da tecnologia no trabalho: a fatia de profissionais que usam ferramentas como ChatGPT, Gemini ou Copilot no dia a dia passou de 17% para 35%, segundo o Índice de Confiança do Trabalhador, do LinkedIn.
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No país, 79% dizem que a IA aumenta a eficiência no trabalho, mas o uso nem sempre é institucional: 31% dos trabalhadores usam a IA sem o chefe saber, segundo outra pesquisa recente.
Do lado das empresas, o cenário é mais cauteloso: 55% das companhias brasileiras não sabem medir o retorno da IA que já usam, e um estudo da Gallup aponta que o benefício da ferramenta é maior para quem já tem um emprego melhor.
O que acontece agora
Para a CEO da Chiefs.Group, Cris Mendes, o próximo passo depende de aprendizado constante: "o profissional do futuro precisa ter a predisposição para aprender de forma ágil", diz ela, apostando na troca de conhecimento entre colegas como o caminho mais rápido.





























