O primeiro caça Gripen E fabricado inteiramente no Brasil fez seu voo inaugural nesta terça-feira (6), em Gavião Peixoto (SP). A aeronave, produzida pela Embraer em parceria com a sueca Saab, é a primeira das 15 previstas no contrato atual.
O voo testou os principais sistemas e validou as características de voo da aeronave, pilotada por um piloto de testes da Saab. A aeronave havia sido apresentada ao público em 25 de março, após a conclusão da montagem final.
Gavião Peixoto abriga a única linha de produção do Gripen fora da Suécia. Além de atender ao contrato da Força Aérea Brasileira (FAB), a planta deve fabricar os 15 Gripen monopostos comprados pela Colômbia.
O negócio por trás do caça
A fabricação nacional do Gripen ocorre em meio à recuperação financeira da Embraer, que teve receita recorde de R$ 11,3 bilhões no 2º trimestre de 2026.
O contrato original, assinado em 2014, prevê a compra de 36 aeronaves por R$ 30 bilhões (28 Gripen E e 8 Gripen F), com entrega prevista para 2032, atrasada em relação ao plano inicial de 2024.
Até o momento, dez aeronaves já foram entregues à FAB. O governo também estuda comprar mais 20 unidades do Gripen E, plano que esbarra em cortes no orçamento da Defesa.
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A fila de outros países
Além da Colômbia, que comprou 15 unidades monopostos e 2 biposto, a Ucrânia também fechou contrato com a Saab que pode ampliar a necessidade de expansão da linha brasileira, segundo a Embraer.
O que acontece agora
A aeronave segue agora para a campanha de testes de aceitação de produção. Depois de certificada como aeronavegável, será transferida para a Base Aérea de Anápolis (GO), onde vai integrar o 1º Grupo de Defesa Aérea.





























