A ANP arrematou nesta quarta-feira (7) sete das 13 áreas do pré-sal oferecidas no maior leilão do tipo desde 2022. A Prio e a Petrobras levaram dois blocos cada, e o governo arrecadou R$ 530,47 milhões em bônus de assinatura.
Seis blocos ficaram sem nenhuma proposta: Aragonita, Cerussita, Granada, Larimar, Opala e Turmalina. Com isso, pouco mais da metade das áreas ofertadas foi efetivamente arrematada.
Se todas as 13 áreas tivessem sido vendidas, o governo arrecadaria R$ 1,23 bilhão em bônus. Os investimentos previstos nos sete blocos arrematados somam R$ 778,4 milhões.
Por que metade dos blocos não atraiu interesse
O certame segue o modelo de partilha de produção, em que vence a empresa que oferece à União a maior fatia do petróleo excedente. Segundo o geólogo Pedro Zalán, apenas parte das áreas oferecidas fica perto de grandes descobertas.
Dezenove empresas estavam habilitadas a participar, incluindo a Petrobras e gigantes globais como as americanas Exxon e Chevron, a francesa TotalEnergies e a britânica Shell, mas várias optaram por não ofertar em blocos de menor atratividade.
O lance mais agressivo da rodada foi do consórcio Equinor e Galp, que pagou ágio de 494,64% sobre o valor mínimo pelo bloco Rodocrosita, na Bacia de Santos.
A disputa jurídica e ambiental
O leilão é questionado na Justiça pela organização Arayara, que vê sobreposição de áreas com territórios quilombolas e indígenas. O Observatório do Clima argumenta que a oferta de novas áreas ignora a emergência climática.
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A expansão da fronteira do petróleo brasileiro já divide ambientalistas e governo em outras frentes, como a Margem Equatorial.
O leilão de hoje não ofertou blocos na bacia da Foz do Amazonas, onde a Petrobras fez sua segunda descoberta na semana passada.
À tarde, a ANP ainda leiloa outras 313 áreas fora do pré-sal, em nove bacias sedimentares nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste, com 46 empresas inscritas para essa etapa.
O ponto em aberto
O resultado mostra um apetite dividido entre as áreas oferecidas. Blocos perto de grandes descobertas atraíram disputa acirrada, como o ágio de 494,64% pago por Equinor e Galp.
Seis áreas sequer receberam proposta. A pergunta que fica é se as próximas rodadas vão repetir esse padrão, justamente quando o leilão enfrenta questionamento judicial por sobreposição com terras quilombolas e indígenas.





























