O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) chamou de "desculpa" a resposta de Flávio Bolsonaro (PL) ao desafio de Lula (PT) para que os dois candidatos liberem seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. A declaração foi dada em coletiva em Campinas (SP) nesta quarta-feira (21).
Durante a coletiva, Alckmin defendeu que todo candidato à Presidência preste contas à população.
Ele está dando uma desculpa, né? Aliás, eu defendo que quem se elege presidente não devia ter sigilo, nem bancário, nem fiscal, nem telefônico. Vida pública é pública.
Para o vice-presidente, quem não quiser prestar contas "deve ir para o setor privado". Ele reforçou que "não dá para ter vida pública, ser candidato a presidente da República e não querer prestar contas".
O que motivou a resposta de Alckmin
A resposta de Alckmin motivou-se no documento que Lula protocolou no TSE e no STF nesta terça-feira (20). No texto, o petista autoriza a liberação dos próprios sigilos bancário, fiscal e eletrônico dos últimos 8 anos.
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A autorização vale também para parentes de Lula, caso Flávio aceite fazer o mesmo.
Lula já tinha desafiado Flávio a divulgar os sigilos no debate realizado pela TV Band, no último domingo (18), e reiterou o pedido em entrevista no dia seguinte, em Porto Alegre (RS).
Em entrevista em Porto Alegre, Lula afirmou: "Eu estou disposto a que a sociedade brasileira saiba quem é ladrão nesse país, quem é corrupto. Vamos ver se ele tem coragem de abrir a vida secreta dele".
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As suspeitas citadas por Alckmin
As suspeitas citadas por Alckmin contra Flávio não foram detalhadas com provas na coletiva. O vice-presidente mencionou a chamada rachadinha, funcionários fantasmas e o banqueiro Daniel Vorcaro, além de valores ligados ao Banco Master.
Segundo o UOL, uma reportagem recente apontou que o escritório de advocacia de Flávio emitiu ao menos R$ 13,7 milhões em notas fiscais entre janeiro de 2023 e julho de 2026, período em que ele exercia mandato de senador.
O que acontece agora
O caso de Lula foi distribuído ao ministro André Mendonça, do STF. Até o fechamento desta matéria, a reportagem não localizou resposta pública de Flávio Bolsonaro ao desafio sobre os sigilos.





























