Um assessor do vereador e deputado federal eleito Jair Renan Bolsonaro (PL) é investigado por agredir o primo em Florianópolis (SC), na noite de 25 de outubro, horas depois do resultado do 2º turno da eleição presidencial. A vítima sofreu três fraturas no braço.

O episódio ocorreu depois de Lula vencer Flávio Bolsonaro no 2º turno.

Segundo denúncia do vereador Leonel Camasão (Psol), o assessor Gustavo Schiphorst e mais três pessoas participaram da agressão contra o primo dele, Marcelo Ribeiro Delgado Júnior.

O episódio começou quando garrafas de vidro foram arremessadas contra a casa do casal. No local estava o filho deles, de 1 ano. Os objetos quase atingiram a criança.

Marcelo foi até a casa dos envolvidos para questionar o lançamento das garrafas. Ele foi agredido por Camila Braun Schiphorst e Michel Schiphorst, pais de Gustavo e tios da vítima, e por Lucas Ferreira Amorim, amigo do assessor.

A esposa de Marcelo também foi agredida ao tentar defendê-lo. Ele foi atingido na cabeça por uma garrafa e sofreu três fraturas em um dos braços.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima precisou de atendimento médico no Hospital Governador Celso Ramos. A família teme que os ferimentos comprometam a capacidade de Marcelo para trabalhar.

O que diz Jair Renan Bolsonaro

Jair Renan afirmou, em nota, que soube do caso pela imprensa e conversou com o assessor, que descreveu o episódio como um "conflito familiar". O parlamentar disse repudiar qualquer forma de violência e aguardar a apuração antes de tomar providências.

Reafirmamos a nossa discordância sobre qualquer forma de violência, independentemente da sua motivação

A Polícia Civil confirmou a abertura de um inquérito por lesão corporal, sob responsabilidade da 7ª Delegacia de Polícia da Capital, em Florianópolis.

A Justiça concedeu medida protetiva a Marcelo e à esposa com base na Lei Maria da Penha. Os três suspeitos devem manter distância mínima de 200 metros da família.

Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi eleito deputado federal por Santa Catarina nas eleições de outubro. Gustavo ocupa cargo comissionado no gabinete dele na Câmara Municipal de Balneário Camboriú.

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O que acontece agora

O inquérito segue em andamento na 7ª Delegacia de Polícia da Capital, sem prazo definido para conclusão.

O episódio se soma a outros casos de tensão registrados no país depois do 2º turno, quando o governo contabilizou dez mortes ligadas a episódios de violência política.

Antes do caso em Florianópolis, Jair Renan já havia tido autorização do STF para visitar o pai na prisão domiciliar.