A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (2) a indicação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). O placar da votação secreta foi de 404 votos a 61, com uma abstenção.
A aprovação na Câmara conclui a etapa de análise no Congresso. No dia anterior, o Senado já havia aprovado a indicação por 63 votos a 4. Agora, Pacheco deve ser formalmente nomeado pelo presidente Lula.
Ele vai ocupar a cadeira deixada por Bruno Dantas, que formalizou a renúncia ao TCU em 31 de agosto para seguir para a iniciativa privada. A saída já era esperada havia meses.
Um consolo depois do STF
A indicação de Pacheco ao TCU partiu do senador Davi Alcolumbre. Ela chega depois de Pacheco ter sido cotado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, na sucessão do ministro Luís Roberto Barroso, com apoio explícito do próprio Alcolumbre - mas acabou preterido pelo presidente Lula, que optou por outro nome.
Depois de ficar de fora do STF, Pacheco anunciou o fim da carreira política e desistiu de disputar a eleição deste ano. O cargo de ministro do TCU é vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75 anos - o que dá a Pacheco, hoje com 49 anos, a possibilidade de ocupar a cadeira por cerca de 26 anos.
O que acontece agora
Com o aval do Congresso, falta a Lula formalizar a nomeação de Pacheco, último passo protocolar antes da posse no TCU. Nos bastidores do Congresso, a movimentação também é observada por outro motivo: a saída de Bruno Dantas do tribunal de contas pode abrir caminho para que ele próprio seja indicado a uma vaga no STF mais adiante.





























